Unidade foi entregue pela secretária de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, Célia Parnes e vai atender pessoas com deficiências física e intelectual que foram abandonadas pelas famílias

Foi inaugurada na tarde desta quinta-feira (07), a Residência Inclusiva do Instituto Pequeno Cotolengo, em Cotia.

O evento contou com a presença do Pe. Rodnei Tomazella, Superior Provincial do Pequeno Cotolengo Dom Orione e do Pe. Claudinei Niedzwiecki, Presidente e Diretor Financeiro do Pequeno Cotolengo Dom Orione. A unidade será gerenciada pelo próprio Instituto Pequeno Cotolengo - que é vinculado à Congregação Dom Orione - entidade ligada à igreja católica, e será mantido anualmente pelo Governo do Estado, ao custo de R$ 420 mil.

Criada em 2009, a Residência Inclusiva é um serviço de proteção social especial de alta complexidade voltado para o público jovem e adulto, acima de 18 anos, com deficiências leves ou moderadas, como por exemplo síndrome de down e deficiência cognitiva, e que se encontram com o vínculo familiar fragilizado ou totalmente rompido.

Atualmente no estado de São Paulo existem 74 Residências Inclusivas, sendo 67 municipais (cuja responsabilidade de gestão fica a cargo da Assistência Social Municipal, que utiliza os recursos financeiros repassados pelo Governo do Estado, por meio do programa Fundo a Fundo); e 7 estadualizados, nos quais o gerenciamento fica a cargo do Governo do Estado. Cada unidade tem capacidade para atender 10 usuários.

No local moram pessoas que foram abandonadas por seus familiares devido aos seus problemas físicos ou mentais. Elas recebem todas as refeições, desenvolvem atividades recreativas e frequentam os serviços da APAE (Associação de Pais Amigos dos Excepcionais). Cada unidade da Residência Inclusiva tem uma equipe composta pelos seguintes profissionais: 1 coordenador do local, 1 assistente social, 1 psicólogo, 1 equipe de cuidadores e 1 motorista. Em alguns casos, os moradores conseguem colocação no mercado de trabalho para atuar como empacotadores em supermercados ou em empresas para realizar serviços internos como tirar xerox.

O recurso de R$ 420 mil/ano que a Residência Inclusiva do Instituto Pequeno Cotolengo vai receber do Governo do Estado será usado para pagar os profissionais da casa, e em todo custeio com alimentação, compra de produtos de higiene, pagamento de contas de água e luz, entre outros.

No segundo semestre, o Governo do Estado vai inaugurar uma outra unidade da Residência Inclusiva no município de Cotia, que também será administrada pelo Instituto Pequeno Cotolengo. Essas inaugurações atendem a exigência do Governo Federal para fazer o reordenamento dos acolhimentos institucionais para jovens com deficiência.

Para a secretária estadual do Desenvolvimento Social, Célia Parnes, o Governo do Estado tem um papel fundamental em dar apoio e suporte a quem deles necessitar. “Na ausência ou na fragilidade da relação familiar, cabe ao Estado ofertar uma rede de serviços assistenciais que garanta a proteção social, sobretudo aos mais vulneráveis”.

Fotos: Divulgação

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