Na tarde desta quarta-feira(27), o prefeito Rogério Franco e seu vice Almir Rodrigues receberam jornalistas em seu gabinete para uma coletiva de imprensa.

A entrevista, de 40 minutos, teve como pauta o resultado do julgamento do processo que estava no Tribunal Regional Eleitoral (TRE SP), que permitiu que ambos continuem exercendo os respectivos mandatos.

A sentença em 1ª instância, dada pelo Juiz Eleitoral de Cotia, Dr. Sergio Augusto Duarte Moreira, reconhecia o abuso do poder político e pedia a cassação do diploma expedido e consequente perda do mandato de prefeito de Rogério Franco, do vice prefeito Almir Rodrigues da Rocha, além da inelegibilidade por oito anos do ex-prefeito Carlão Camargo (Leia aqui).

A Coletiva
Após agradecer a presença de todos, Rogério respondeu a grande maioria das perguntas. Questionado sobre o término das eleições e sua continuidade no Judiciário, o prefeito disse que desde o processo eleitoral, sempre confiou na Justiça. "É natural que nas eleições existam disputas eleitorais e disputas jurídicas. Em Cotia não foi diferente. Em nenhum dia do nosso mandato eu descansei. E foi com muita alegria que recebi ontem a notícia que o Tribunal nos absolveu do processo de cassação por 6 votos a zero, por unanimidade dos votos, e fiquei muito satisfeito. E nós vamos seguir sim trabalhando, fazendo um bom mandato e tudo o que precisa ser feito, com muita tranquilidade, com muita competência e principalmente melhorando a qualidade de vida das pessoas. É esse o meu compromisso", disse.

Um dos jornalistas relembrou uma declaração dada durante o processo da ação do MP, onde Rogério teria dito que era importante não perder o foco. E perguntou se em algum momento ele perdeu o foco. O prefeito, que disse não lembrar disso, afirmou: "Em momento algum perdemos o foco, pelo contrário. Estamos planejando. A nossa cidade é diferente de várias outras cidades, inclusive de estados, que sequer estão pagando os salários dos seus colaboradores, dos seus funcionários públicos. Nós conseguimos otimizar vários segmentos da administração", disse.

Rogério citou ainda que durante esse tempo buscou investimentos e parcerias para Cotia, além de implantar importantes projetos. Citou a Saúde, com informatização do atendimento e dos prontuários nas Unidades Básicas (UBS’s), e do controle do estoque de medicamentos no almoxarifado central, que será estendido a todas as farmácias da rede municipal e os mutirões de atendimento médico para diminuir a fila de espera por consultas. Citou ainda a reestruturação de prédios públicos, a ação ativa de aumento na arrecadação notificando empresas inadimplentes para que recolham seus impostos previstos na legislação, a otimização de recursos, e o incremento das ações de manutenção e zeladoria da infraestrutura urbana, entre outros.

Com relação aos comentários veiculados nas redes sociais, o prefeito disse que a rede social é um "ambiente de corajosos", porque muitas vezes as pessoas falam inverdades. "Quando acontece algum tipo de alvoroço, muitas vezes quando chega no final de tudo, acaba não sendo o fato como ele era. Acho natural, estamos num país democrático, as pessoas tem o direito de se manifestar e de falar, desde que não façam nenhuma agressão pessoal. Sou a favor das críticas. Acho que a crítica  construtiva é válida para ajudar a construir uma cidade", relatou.

Rogério Franco esclareceu que, ao contrário das notícias que começaram a circular, o julgamento de seu recurso não volta para a pauta do TRE-SP e afirmou que este é mais um factoide criado pela oposição. “A juíza relatora do processo havia pedido vista por quatro sessões. O pedido foi indeferido pelo presidente que autorizou o adiamento por duas sessões, a juíza, então, optou por apresentar o seu relatório e apresentar o seu voto favorável ao recurso sendo acompanhada pelos demais desembargadores”, disse o prefeito, enfatizando que o colegiado do TRE anulou o processo por 6 votos a zero.

O vice-prefeito Almir Rodrigues, também afirmou que se manteve confiante. E pediu para que opositores a atual gestão deixem de gastar energia buscando desestabilizar o governo. “Vamos parar com críticas pejorativas e com tanta raiva”, disse. “É a primeira vez que tenho um processo eleitoral contra mim e sempre confiamos em Deus e não duvidamos que a justiça seria feita”, completou.

A discussão da sentença e a manifestação do MP
O Ministério Público (um dos autores da ação) rebateu a informação divulgada nas redes sociais, de que o colegiado do TRE "anulou o processo" por 6 votos a zero fazendo com que o mesmo fosse extinto, pois "a AIJE não pode ir para frente já que seu prazo expirou".

O promotor de Justiça, Dr. Ricardo Navarro, falou ao Portal Viva Cotia: "O processo não está extinto, ele continua, tanto que a juíza e relatora mandou o processo retornar à origem. Não foi anulado o recebimento da ação, foi anulada a citação (ato posterior). Lembrando que o ajuizamento da AIJE deve ocorrer até a data da diplomação dos candidatos, o que foi feito. A AIJE então, continua com a data de ingresso. Eles exerceram a ampla defesa e isso não interfere na "não citação" dos demais", afirmou.

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