Em discurso no Planalto, Bolsonaro prometeu "restabelecer a ordem" no país.

Jair Bolsonaro foi empossado Presidente do Brasil na tarde desta terça-feira, 1º de janeiro de 2019, em meio a um forte esquema de segurança. O presidente usou, por precaução, um colete à prova de balas por baixo do terno usado na cerimônia de posse. Ele e a primeira-dama, Michelle, desfilaram em carro aberto. 

Ao discursar no parlatório do Palácio do Planalto após receber a faixa presidencial do ex-presidente Michel Temer, ele prometeu "tirar o peso do governo sobre quem trabalha e produz" e "restabelecer a ordem" no país.

Bolsonaro garantiu ao povo brasileiro que seu governo implementará as reformas necessárias para o Brasil avançar, e afirmou que agora tem o desafio de "enfrentar os efeitos da crise econômica", o "desemprego recorde", a "ideologização" das crianças, o "desvirtuamento dos direitos humanos" e a "desconstrução da família".

"Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestrutura, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do governo sobre quem trabalha e quem produz", discursou o novo presidente aos apoiadores que lotavam a Praça dos Três Poderes para acompanhar o pronunciamento.

Ao longo do discurso de oito minutos, Bolsonaro também afirmou que, com a posse dele, o Brasil "começou a se livrar do socialismo" e disse que é "urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais".

"É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto (Jair Bolsonaro)
Ao final do discurso, ele abriu, com o auxílio do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, uma bandeira do Brasil e citou um dos cânticos que marcaram protestos contra o governo Dilma Rousseff.

"Essa é a nossa bandeira [a do Brasil, verde e amarela], que jamais será vermelha", enfatizou, sob aplausos. Bolsonaro voltou a agradecer a Deus por ter sobrevivido ao atentado durante a campanha e aos eleitores que o elegeram presidente da República, ressaltando mais uma vez, que a eleição presidencial deu "voz" a quem não era ouvido e que o desejo expresso nas ruas e nas urnas foi de "mudança".

O novo chefe do Executivo destacou que foi eleito "com a campanha mais barata da história" e disse que vai combater o que classificou de "ideologias nefastas" que tentam "dividir os brasileiros". "Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros, ideologias que destroem nossos valores e tradições, que destroem as nossas famílias, alicerce da nossa sociedade", declarou.

O presidente ressaltou ainda que o governo dele pretende priorizar a educação básica, que ele classificou como uma das formas de reduzir a desigualdade social, e voltou a dizer que a relação do Brasil com outros países não se guiará pelo viés ideológico.

Com informações do G1

Imagens: Reprodução

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