Momentos antes, em uma sala no interior do prédio da Prefeitura, ele teria recebido o valor de R$14 mil reais em dinheiro, referente a uma "parcela" do valor.

Nesta segunda-feira(14), por volta das 15h30 a Polícia Civil prendeu o ex-prefeito de Araçariguama, Carlos Aymar. Ele é casado com a atual prefeita do município, Lili Aymar (PDT). O secretário de governo Israel Pereira da Silva também foi preso. Segundo a Polícia Civil, os dois estariam cobrando o pagamento de R$ 2 milhões para a aprovação de um projeto de casas populares de uma cooperativa habitacional.

De acordo com o delegado seccional de Sorocaba (SP), Marcelo Carriel, o flagrante foi dado logo após o político ter recebido de um empresário cerca de R$ 14 mil dados como sinal do pagamento da propina. O dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100, foi encontrado em um armário próximo ao ex-prefeito, na sala em que ele se encontrava na prefeitura. A vítima já havia procurado a Polícia Civil e contado que havia sido anteriormente constrangida ao pagamento de quantias em dinheiro para que então expedissem o alvará autorizando a liberação de um loteamento da cooperativa habitacional no município. Ao sair da Prefeitura, ela informou o que havia ocorrido para a equipe da Polícia Civil que estava nas imediações e já havia fotografado as cédulas.

Aymar e o secretário foram levados para a Delegacia Seccional de Sorocaba, onde permaneceram presos até serem apresentados à Justiça, em audiência de custódia. Os dois responderão pelos crimes de associação criminosa e concussão - quando o ocupante de função pública exige algum benefício ilegal. A pena prevista vai de 2 a 8 anos de prisão. A defesa dos acusados informou que só vai se manifestar depois de conhecer todo o teor da acusação.

A investigação
A investigação teve início há cinco meses e a Justiça de São Roque já havia determinado no último dia 26 de agosto, a prisão temporária dos suspeitos, caso não houvesse o flagrante.

Aymar governou a cidade em dois mandatos, entre 2000 e 2008. Em junho de 2013, ele foi detido durante uma operação realizada pela Polícia Civil para apurar fraudes na prefeitura de Mairinque, outra cidade da região, envolvendo políticos, funcionários públicos e empresários. Na época, Aymar ocupava cargo nessa prefeitura. Na ocasião, negou as acusações e o caso foi arquivado.

Até o início da noite de segunda-feira, 14, a prefeitura de Araçariguama não tinha se manifestado sobre a prisão do secretário e do ex-prefeito, acontecidas no interior do prédio. Oficialmente, Aymar não exerce cargo na municipalidade. 

Nota Oficial da Prefeitura
Às 15h30 desta terça-feira(15), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Araçariguama encaminhou à imprensa uma Nota Oficial falando do caso.

 

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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