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Artesp envia resposta a artigo que fala sobre os pedágios e a sucessão estadual.

Em resposta ao artigo “Os pedágios e a sucessão estadual”, veiculado nesse portal no dia 2 de agosto, e assinado pelo senhor Alex da Força, a ARTESP – Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo – sente-se obrigada a esclarecer os pontos que se seguem:

  • Não  é verdade que o Estado de São Paulo “cobra os maiores valores de pedágios do mundo.” Segundo estudos da Secretaria de Transportes do Estado, o valor médio por quilômetro cobrado nas rodovias paulistas é de 10,2 centavos de real, abaixo do preço de pedágios cobrado em países como Japão, Espanha, Noruega, França, Portugal, México, Itália e Polônia que têm os seguintes valores médios, respectivamente: R$ 0,38, R$0,19, R$ 0,17, R$ 0,16, R$ 0,14, R$ 0,13, R$ 0,12, e R$ 0,11.
  • É necessário destacar que a economia no transporte de carga pode chegar a 40% quando este é realizado em rodovias em boas condições, segundo pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Isso em razão de que rodovias com pistas em más condições exigem um maior consumo de combustível, óleo e pneus, além de sobrecarregar a mecânica dos caminhões e até colocar em risco o motorista. A economia também ocorre na utilização eventual de serviços como guincho e socorro-mecânico, que são oferecidos gratuitamente nas rodovias concedidas.
  • Não é verdade “que a cobrança (de pedágio) prejudica a economia de pequenas cidades.” Conforme estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), denominado “Impactos do Programa de Concessões sobre os Municípios de São Paulo”, nos cinco primeiros anos do Programa foram criados 55.188 estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços nos municípios cortados por rodovias sob concessão, o que representa 15% a mais do que no restante do Estado. O estudo indica, ainda, que foram criados 796.946 empregos formais nos municípios atravessados pelas rodovias concedidas, 37% a mais que no restante do Estado. Além disso, as prefeituras contam, desde 2000, com o aumento de arrecadação devido ao repasse de 3% a 5% da receita dos pedágios, quando o ISS-QN passou a vigorar. As prefeituras já receberam 1,4 bilhões de reais originário do pedágio arrecadado, que são empregados da melhor forma que cada administração municipal julgar adequada.

ARTESP – Assessoria de Imprensa - www.artesp.sp.gov.br

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