A tradicional Festa de Santa Catarina, padroeira da Aldeia Jesuítica, reunirá centenas de devotos a partir desta semana. A programação religiosa e cultural teve início no dia 16 com a Novena, que segue até o dia 24, quarta-feira.

No dia 25, dia de Santa Catarina, a programação tem início pela manhã e termina à noite.

Realizada há mais de 50 anos na Aldeia Jesuítica de Carapicuíba, a Festa de Santa Catarina tem como característica a presença dos festeiros, que se encarregam pela organização das atividades. Este ano, Selma Guidi e Paula Venâncio assumiram como representantes da comunidade local, junto com o grupo “Amigos e Devotos da Santa Cruz” e a Comunidade Católica de Santa Catarina.

Confira abaixo a programação completa da Novena e Festa de Santa Catarina

Tema: "A exemplo de Santa Catarina, devemos anunciar Jesus Cristo"

16/11 às 19h - Início da Novena, que continua nos dias seguintes.
22/11 às 20h – 1º dia do Tríduo, com o tema "Desapego à Riqueza"
23/11 às 20h - 2º dia do Tríduo, com o tema "A Paixão de Santa Catarina pela causa do Evangelho"
24/11 às 19h - Levantamento do Mastro
24/11 às 20h - Término da Novena e 3º dia do Tríduo: "O Motivo de Santa Catarina"
25/11 às 11h - Missa matinal
25/11 às 14h - Show Musical
25/11 às 18h - Procissão pelas ruas da Aldeia
25/11 às 19h – Missa noturna

Após a Missa noturna, segue quermesse com show musical, gastronomia e artesanato.

CAPELA E SANTA CATARINA E IMAGEM AO FUNDO, DENTRO DA CAPELA

Quem é Santa Catarina de Alexandria

A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo. Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira.

Alguns textos escritos entre os séculos VI e X, que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito.

Entretanto esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.

Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial.

Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.

Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.

Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros - donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade.

Da Redação

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