As bancadas do PSDB, tanto na Câmara quanto no Senado, reunidas nesta terça-feira, fecharam questão na defesa de um salário mínimo de R$ 600,00.

Na Câmara, os deputados reuniram-se inclusive com economistas ligados ao Partido, além de sindicalistas, onde ficou comprovada a viabilidade do reajuste do salário mínimo de R$ 600. Os argumentos técnicos foram apresentados pelos economistas José Bergallo e Geraldo Biasoto Junior e são os mesmos defendidos desde a campanha presidencial de José Serra.

“Defendi, com ênfase, que o partido tem que lutar em todo o canto pelos R$ 600, uma vez que estamos conseguindo provar que esse valor é possível sem danos à economia em geral”, disse o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

Os dados levados pelos economista mostram que os recursos para o reajuste podem ser obtidos no próprio Orçamento da União, que está com subestimativa de receitas, mas também por meio de cortes de gastos supérfluos que não trarão qualquer prejuízo para o país.

A votação do mínimo está prevista para esta quarta-feira e até a votação os tucanos continuarão a conversar com integrantes de outros partidos, assim como sindicalistas, para angariar apoios. “É justo e inteligente conversar com as outras bancadas e com as centrais sindicais”, acrescenta Guerra.

“Os dados mostram a viabilidade do reajuste. Ouvimos todos os lados e apresentamos os argumentos de como fazer isso sem desequilibrar as contas públicas, contribuindo com a democracia e mantendo nosso compromisso de aumentar o poder de compra dos trabalhadores”, destacou o líder na Câmara, Duarte Nogueira (SP), que também quer reajuste na tabela do IR em 5,9%.

NO SENADO

“Nós vamos defender os R$ 600,00 até as últimas conseqüências. Esse foi um compromisso de campanha e o partido precisa honrar seus compromissos, caso contrário perderemos credibilidade e autoridade para cobrar do governo”, disse o líder da bancada.

O senador Alvaro Dias (PR) ressaltou que, caso os R$ 600,00 sejam derrotadas, o PSDB vai defender a proposta das centrais sindicais.

“O governo tem condições reais de oferecer um mínimo de R$ 600,00. Nós temos a exata noção de responsabilidade. A nossa proposta não elimina a das centrais sindicais, já que, em relação à nossa, passa a ser mais moderada”, explica Alvaro Dias.

O senador Aécio Neves (MG) também participou das negociações e recebeu em seu gabinete representantes das sindicais. O ex-governador mineiro disse que o encontro serviu para o PSDB construir uma aproximação com todos os setores da sociedade.

“O salário de R$ 600,00 será defendido pelo PSDB até o final, mas entendemos que a realidade política nos orienta a buscarmos outras alternativas. O plano ‘B’ é a construção do entendimento em torno de uma única proposta”, afirmou.

Aécio Neves disse que os sindicalistas fizeram um apelo para que o PSDB no Senado apóie o valor de R$ 560. “Quem sabe o governo até se aproxime da oposição. Isso não é uma queda de braço. O importante é lutarmos por um salário mais justo para o trabalhador”, destacou.

Da Redação

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