O estudante Leonardo Araújo dos Anjos, de 19 anos, morto após ser atropelado na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo, na madrugada de terça, foi enterrado nesta quarta-feira (23) no Cemitério São Paulo.

Também nesta quarta, o pai do jovem, o administrador de empresas Miguel dos Anjos, completou 59 anos.

“Nem consegui dar parabéns a ele”, afirmou a gerente de atendimento Maria Ângela de Lima, de 48 anos, mulher de Miguel e madrasta da vítima. Ela disse não entender o que aconteceu com o enteado.

Leonardo era calouro da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Na manhã de segunda-feira (21), ele foi levado pela mãe ao campus da USP, na Zona Oeste da capital paulista. Segundo parentes, durante o dia ele participou da programação de recepção dos calouros realizada pela própria faculdade. “Ele estava muito feliz. Não parava de falar sobre o curso de economia.”

Durante a noite, foi arrecadar dinheiro com outros “bixos” em ruas próximas da faculdade. “Lá pelas 22h45 ele conversou com a mãe e contou que estava ‘fazendo pedágio’ [como a prática é conhecida] e que em seguida ia para casa”, disse Maria. Depois disso, não ligou mais. Por volta das 4h, policiais civis entraram em contato com parentes e anunciaram a morte de Leonardo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem foi atropelado por volta da 0h30. Equipes que foram ao km 13 da Raposo Tavares encontraram o estudante já sem vida. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, registrado como homicídio culposo [sem intenção] no 51º Distrito Policial, no Butantã.

Segundo a Polícia Civil, o motorista que atropelou o estudante parou para socorrer a vítima. Ele contou à polícia que passava pela faixa da esquerda, no sentido interior, quando notou o pedestre. O homem afirmou ainda que desviou para a direita, mas não conseguiu evitar o atropelamento.

Cervejada
A família acredita que Leonardo tenha participado de uma cervejada de recepção aos calouros realizada em um bar próximo à universidade. Na mesma data e no mesmo horário, ocorreu uma festa organizada pela associação atlética da FEA (cuja sigla é AAAVC). Procurada, a presidente da AAAVC, Tais Martinelli, confirmou a cervejada, mas negou relação entre o evento e a morte. “Mas estamos todos em luto”, completou.

A assessoria de imprensa da FEA afirmou que, como a festa não foi organizada pela universidade, as atividades da semana de recepção dos calouros não terão o cronograma alterado.

A madrasta do jovem disse que irá investigar quem causou a morte do enteado. “Vou até o fim. Ele não bebia. Quero saber se ele foi forçado a ingerir bebida e quero saber o que ele fazia lá na estrada naquele horário”, disse. Miguel, pai de Leonardo, não tinha condições emocionais de falar sobre o acidente na noite desta quarta.

Do G1

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