O governador Geraldo Alckmin inaugurou, nesta segunda-feira, 28, a estação do Metrô Butantã, na Linha 4-Amarela. Com a entrada em funcionamento da estação, inicialmente das 8h às 15 horas, de segunda a sexta-feira, incluindo feriados, a Linha 4-Amarela (com extensão de 12,8 km entre o pátio de manutenção em Vila Sônia e a estação Luz) irá operar comercialmente o trecho entre as estações Butantã, Faria Lima e Paulista, de 5,2 km.

Com isso, a rede do Metrô de São Paulo será ampliada de 69 km para 70,6 quilômetros de extensão, com 61 estações em operação.

"Quanto mais você integra, mais você facilita a vida das pessoas, porque as pessoas vão poder utilizar trem, metrô, vão ficar mais perto de casa, vão deixar o automóvel. O esforço agora é ampliar mais rapidamente para poder atender a população com mais conforto, com mais horários e atenter mais regiões de São Paulo", afirmou o governador Alckmin.


Assim, quem cruza diariamente o rio Pinheiros poderá atingir a Avenida Paulista e a Linha 2-Verde do Metrô na estação Consolação em apenas sete minutos pela Linha 4-Amarela, passando sob o rio Pinheiros e também pela estação Pinheiros, que está em fase final de testes.

A expectativa é que as pessoas ganhem cerca de 23 minutos em seus deslocamentos entre as avenidas Vital Brasil e Paulista, evitando o trânsito sobrecarregado dos corredores das avenidas Vital Brasil, Rebouças e Eusébio Matoso. (Esse tempo de viagem é calculado pela CET-Companhia de Engenharia de Tráfego com base na velocidade média do trânsito nos horários de pico, que é de 17km/h).

Anexo à estação Butantã, vai funcionar um terminal urbano de ônibus, projetado para atender linhas de ônibus municipais e intermunicipais.

Inovações tecnológicas

Os trens da Linha 4-Amarela são equipados com o que há de mais moderno em operação metroviária. A maior novidade é a tecnologia "driverless", que permite a operação dos trens sem condutor, usando um sistema informatizado. Com a operação automática, as velocidades são sempre mantidas dentro dos limites permitidos e reguladas de acordo com a necessidade, possibilitando mais agilidade à operação dos trens e muita segurança. Também oferecem muito conforto para os uauários, com ar-condicionado, passagem livre entre carros (salão contínuo), baixo nível de ruído e permitem a comunicação direta com o centro de controle.

As estações da Linha 4-Amarela são dotadas de portas de plataforma, separando a plataforma das vias dos trens. Essas portas se abrem simultaneamente com as do trem, que estaciona no ponto exato das entradas e saídas dos usuários. Já instalado nas novas estações Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente, da Linha 2-Verde, e nas estações Faria Lima e Paulista, da Linha 4-Amarela, esse sistema contribui de maneira expressiva para a segurança do usuário e a redução de interferências na circulação dos trens, com as quedas de objetos nas vias.

As escadas rolantes são do tipo "inteligentes": definem automaticamente sua velocidade em função da presença de usuários nos seus degraus.


Linha integradora

A Linha 4-Amarela (Vila Sônia-Luz) é uma linha integradora porque terá conexão com as principais linhas do sistema metroferroviário da Capital. Ao longo da sua extensão, a nova linha metroviária, que já faz integração física com a Linha 2-Verde, na estação Paulista, terá integração, até o final deste ano, também com a Linha 3-Vermelha, na estação República, e com a Linha 1-Azul, na estação Luz.

Ainda na estação Luz, fará também interligação com as linhas 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) e 11-Coral (Expresso Leste) da CPTM. E, na estação Pinheiros, com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú), que está conectada com a Linha 5-Lilás do Metrô, na estação Santo Amaro, com transferência gratuita.

Com extensão total de 12,8 quilômetros e 11 estações, a Linha 4-Amarela está sendo implantada em duas etapas: a primeira inclui seis estações: Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz, além da operação do pátio de manutenção Vila Sônia. A demanda prevista para a primeira etapa (Butantã - Luz) é de 700 mil passageiros/dia.

Na segunda etapa, prevista para 2013/14, serão entregues as estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Com a conclusão desta fase, a demanda da Linha 4-Amarela é estimada em 970 mil passageiros/dia.

Histórico da operação comercial

Em 25 de maio de 2010, foi entregue o primeiro trecho da Linha 4-Amarela, entre as estações Faria Lima e Paulista, com integração gratuita com a Linha 2-Verde. No início, a operação nesse trecho era feita de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas, sem cobrança de passagem. Um mês depois, em 21 de junho de 2010, teve início a operação remunerada da Linha 4.

O tempo de viagem atual entre as estações Faria Lima e Paulista é de cerca de 3´30". Em 24 de janeiro deste ano, a operação comercial da Linha 4 foi antecipada em uma hora, com o atendimento ao público passando a ser feito das 8 às 15 horas, de segunda a sexta-feira, inclusive nos feriados.

Ainda no primeiro semestre de 2010, deverá ser inaugurada a estação Pinheiros da Linha 4-Amarela e no segundo semestre, as estações República e Luz.

Primeira PPP do País

A ViaQuatro, integrante do Grupo CCR, é a concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) assinado no País. A empresa está investindo US$ 450 milhões no empreendimento, com a aquisição de sistemas operacionais, equipamentos e trens.

São 14 trens (84 carros) para a primeira fase do projeto e até 15 (90 carros) para a segunda fase. Ao longo dos 30 anos de operação, a ViaQuatro investirá mais de US$ 2 bilhões na linha. Na primeira fase, o custo da Linha 4-Amarela será de R$ 3,8 bilhões, incluindo a parcela do setor privado.

Do Metrô

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