Por Marcos Martinez

Vicente Pedroso, funcionário da Caixa Econômica Federal e da Coletoria Estadual; José Borba, conhecido pelo apelido de Borbinha, era motorista de ônibus;

Dr. Francisco Figueiredo Filho, médico do posto de saúde que se localizava do lado da loja da Léia; Joaquim de Moraes Victor, enfermeiro do posto de saúde; Roque Savioli, comerciante.

Padre Miguel Pedroso – Chegou a Cotia em meados da década de 40 e ficou aqui por cinco anos. O padre Miguel se diferenciava dos outros padres por ser exorcista e por praticar curas, tidas como milagrosas por alguns paroquianos. O padre fazia suas bênçãos para expulsar os demônios e foi muito perseguido pela Igreja, que não admitia esse tipo de prática. Oscarlina Pedroso Victor relata um caso que comprova essa forma diferente de cuidar dos fiéis: uma senhora, que não podia comer e que estava muito debilitada, foi atendida pelo padre Miguel. Como ela se debatia muito, Borbinha ficou segurando-a para que não se machucasse. Padre Miguel, com suas orações, fez com que ela, minutos depois, expelisse pela boca uma pelota de cabelo.

Inácio Santo - Esta foto foi tirada no dia 23 de novembro de 1952, há 60 anos. Ao fundo observa-se a Capela de Nossa Senhora da Penha, e o personagem na frente é um dos andarilhos que passaram por Cotia, e o que mais cativou os moradores. Inácio Santo era seu nome. Ele prestava serviço aos moradores carregando latas de água, e a cada lata de água carregada, as pessoas pagavam-lhe um tostão. Maria Pedroso Moraes, de 84 anos, conhecida como dona Mariazinha, guarda em suas lembranças que Inácio, além da lata na cabaça, trazia duas outras nas mãos e andava pelas ruas da cidade cantarolando e dançando.

A água encanada chegou a Cotia por volta de 1946, e nem todos os moradores podiam ter essa água em casa, pois, era uma comodidade muito cara. Era esse o grande motivo do trabalho do Inácio. Ele a buscava no Rio das Pedras, que corre paralelamente à Rodovia Raposo Tavares e na biquinha de dona Gelica, na pedreira atrás do Bradesco, e a trazia para a cidade. Havia também o Rio da Vaginha, que foi canalizado: corria nos fundos da casa de seu Nhô Nhô. O chafariz da praça era outra opção para a coleta de água.

Além do Inácio Santos, existiam outros moradores pitorescos na cidade. O Morrudo, que era conhecido por passar o dia todo indo nas casas das pessoas para tomar café, costumava chegar sem avisar – naquele tempo as portas ficavam abertas -, abancava e, depois, “pagava” a bebida e a prosa carregando a lenha.

O Dito Bode contava que era fazendeiro e que tinha muitos bois. Ficava bravo quando diziam que seus bois tinham subido na cerca. Outro era o José: muito trabalhador, mas também ficava bravo quando alguém o chamava de “cachorro do mato”.

(Memória e Imagem)

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