Por Marcos Martinez

Para celebramos a comemoração dos 300 anos da existência da Igreja Nossa Senhora de Monte Serrate, toda semana publicarei pequenas histórias de moradores ou não, que tiveram algum tipo de relação com a igreja.

Desta forma, resgatando sua importância histórica para a cidade e a sua influência na vida dos que aqui viviam ou passavam pelo lugar.

ECLÉA BOSI
"Li, com muito prazer, as memórias dos velhos cotianos que você recolheu com atenção e carinho. Memórias risonhas na sua maior parte, porque esses velhos transbordam de simpatia e amor pela vida. Tenho uma raiz muito funda que me prende a esse lugar.

Meu avô, Amadeu Strambi, cultivava uva em São Roque; ali, no alto da serra, passei belos anos de minha juventude. Nas suas noites frias me aqueci no grande fogão de lenha no pátio da Matriz, onde se preparavam os pastéis, o quentão, das festas e as quermesses. Ao seu redor se apinhavam as crianças, e as velhinhas, embrulhadas nos xales, olhavam as chamas e recordavam os bons tempos. Aquele fogão de lenha era o coração generoso da cidade que pulsava. Mão impiedosa o derrubou. O pátio da comunidade hoje é estacionamento.

Adeus fogão de lenha... adeus velhinhas tiritantes, adeus memória"!

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