Por Fau Barbosa

A Semana da Mobilidade que aconteceu de 16 a 22 de setembro, gerou uma pauta bastante interessante e ao mesmo tempo muito preocupante.

Nesse domingo foi comemorado o "Dia Mundial sem Carro". Para quem vive numa metrópole como nós, os dados são alarmantes. Estava lendo uma matéria que fala sobre a poluição causada pelos veículos. Segundo essa matéria, essa poluição causa 4,6 mil mortes ao ano em São Paulo, "um número três vezes maior que o de mortos em decorrência de acidentes de trânsito".

O relatório, que foi divulgado neste domingo, faz parte de uma pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Segundo ele, esse tipo de poluição é responsável pela redução de 1,5 ano de vida da população na região metropolitana de São Paulo, que concentra em seus 38 municípios - entre eles Cotia - mais de 20 milhões de pessoas.

Em contrapartida, o desmatamento aumentou consideravelmente na região, e o pó preto que vem da Rodovia Raposo Tavares pra dentro de nossas casas é absurdo...se os móveis ficam repletos de poeira preta em poucos minutos o que dirá nossos pulmões, não é mesmo?

Congestionamentos na Raposo Tavares: qualidade de vida que já não existe na região (Fotos: Fau Barbosa)

Temos que atentar que essa situação é também um assunto grave de saúde pública, já que o atendimento de pacientes tratados por doenças causadas pela poluição veicular, de acordo com o estudo, pode chegar a cada ano, a R$ 1 bilhão.

É dever da população cobrar os governantes para que invistam mais em políticas públicas não só de saúde pública, mas também no transporte público. É preciso incentivar as caminhadas e o uso de transporte mais ativo, como as bicicletas. A prática de exercícios reduz significativamente as taxas de colesterol e consequentemente há um maior controle da obesidade, o que gera menos doença.

Atividades esportivas nos parques, nos condomínios, trazem não só a convivência familiar, perdida nas grandes cidades por conta da "falta de tempo", como também incentiva o exercício físico, e melhora o descanso e a qualidade das horas de sono. Isso contribui para diminuir os efeitos nos níveis de estresse e ansiedade das pessoas (fruto do tempo perdido nos engarrafamentos das cidades).​

O estudo relatou também que o crescimento da estrutura das cidades foi pensado em função do automóvel, mas as pessoas hoje em dia, estão mais preocupadas em descobrir um modelo sustentável de mobilidade urbana. Mas para que isso aconteça, é urgente e indispensável a melhoria do transporte público.
Só assim poderemos pensar em qualidade de vida para o futuro dos nossos descendentes.

Nossa saúde agradece!

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