Por Thomas Moscovitz

Gozar não é fácil.  Segundo o ProSex, Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, 30% das mulheres confessaram não ter orgasmo; 35% têm alguma dificuldade de sentir desejo e 21% sentem dor na relação sexual.

Existem inúmeras variáveis que podem intervir na conquista do prazer durante as relações sexuais. Dores durante a penetração e traumas psicológicos podem atuar direta e indiretamente na obtenção de orgasmo.

A baixa da libido faz com que a lubrificação diminua e surja um grande desconforto durante a penetração. Porém, há outros fatores: infecções genitais, endometriose e DST´s. Agentes culturais, religiosos e de educação familiar influenciaram – e ainda influenciam – na maneira de entender, praticar e agir de forma natural diante do assunto. Outo fator é o uso de pílulas anticoncepcionais, que possuem uma combinação de hormônios que causam alguns efeitos colaterais, que vão da enxaqueca à redução da libido feminina.

A dor na relação sexual acontece, geralmente, por conta das mudanças no ciclo das mulheres, na gravidez, no pós-parto e também na menopausa. Esta última, que geralmente ocorre entre os 48 e 50 anos, caracteriza-se por uma queda brusca nos níveis de estrogênio no organismo feminino. No caso da gravidez, a mulher passa a expelir uma quantidade maior de prolactina, substância que estimula a produção do leite materno e restringe o apetite sexual. Uma disfunção na tireoide, glândula responsável pela produção de hormônios, pode acarretar queda na disposição sexual.

Até mesmo os remédios que inibam o Sistema Nervoso Central – antidepressivos e calmantes – podem provocar uma alteração brusca nos níveis hormonais, tendo como uma das consequências a perda de libido. O nascimento de um filho também é capaz de diminuir o apetite sexual, pois o foco passa a ser a criança e não mais o marido. Alguns profissionais acreditam que entre os principais motivos da ausência ou diminuição do desejo feminino estão os problemas que podem estar relacionados ao casamento, tais como recorrentes brigas.

A idade também deve ser levada em consideração. A falta de desejo é mais comum nas mulheres mais velhas. Em contrapartida, a ausência de orgasmo, ou seja, a dificuldade de sentir prazer por completo, é mais frequente quando se é jovem, em geral, na época da iniciação sexual. Uma dica importante é para que a mulher relaxe durante o sexo.

O site Your Tango identificou os cinco maiores causadores da falta de desejo sexual.

1) A obesidade está diretamente relacionada à falta de desejo e desempenho sexual.
2) Problemas emocionais mal resolvidos com o parceiro.
3) Altos níveis de estresse.
4) Problemas hormonais.
5) Uso prolongado e constante de álcool e entorpecentes.

É importante você ir até um profissional de sua confiança para ter um diagnóstico e tratar a falta de libido, afinal a liberação de endorfina e serotonina a partir do prazer sexual provoca bem estar ao ser humano e, consequentemente a autoestima, potencializando afetos e diminuindo o stress.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.


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