Por Thomas Moscovitz

O nome é esquisito e complicado, mas, foi manchetes em jornais de todo o mundo no final do ano passado, quando levou a princesa Kate Middleton ao hospital nas primeiras semanas de gestação.

A hiperêmese gravídica (hiper = muito e emese = vômito) é o excesso de vômito na gravidez; ocorre, geralmente, no primeiro trimestre da gestação e acomete até 2% das grávidas. Na grande maioria dos casos, ela se despede na 20ª semana.

Náuseas e vômitos são persistentes e não melhoram com tratamentos simples; a mulher vomita várias vezes ao dia e sempre que ingere algo, seja líquido ou sólido. A perda de peso e a desidratação chegam a ser preocupantes – já que pode levar a quadros extremos de disfunção hepática ou renal – além de não conseguir levar uma vida normal de tão desconfortáveis que são os sintomas. Algumas gestantes perdem mais de 5% da massa corporal em relação ao peso normal, de antes da gestação. No entanto, mesmo sem apresentar sinais de emagrecimento, vômitos e enjoos fora do normal devem ser comunicados ao seu médico.

A hiperêmese torna impossível curtir a gravidez; é comum que a gestante passe a se isolar e, se afastar das pessoas e do parceiro. Os especialistas não sabem ao certo dizer qual a origem do problema, porém, acredita-se que possa ter relação com o aumento dos níveis hormonais. Ainda, existe um grupo de risco formado por mulheres com gravidez de gêmeos, com casos de hiperêmese na família, com alguma doença preexistente no fígado ou com problemas de tiroide.

Não existe um método de prevenção. Neste caso, a orientação é o melhor remédio. Se a doença for diagnosticada, a gestante precisará da ajuda de pessoas mais próximas.

- Descansar bastante.
- Ingerir bastante líquido. Se não conseguir, apelar para as pedras de gelo.
- Procurar se alimentar, mesmo com os enjoos e vômitos.
- Pedir ajuda aos familiares para as tarefas cotidianas.
- Se melhorar a sensação, procurar soluções caseiras ou terapias alternativas – como chá de gengibre ou acupuntura. É importante avisar o médico para que não ingira ou faça nada que prejudique a saúde da mamãe ou do bebê.

O tratamento é realizado com remédios, às vezes, em forma de supositório, injeção ou dissolúveis. Se os vômitos e os enjoos persistirem em um estágio insustentável, provavelmente, a internação será necessária para que a gestante possa ser hidratada por soro e remédios administrados pela veia.
A hiperêmese gravídica, se controlada, não prejudica o bebê.

Fique atenta!

Náuseas a vômitos transitórios são comuns na gestação e findam até o início do 4º mês. São leves e respondem bem às alterações na dieta ou com remédios que evitam o vômito. Se o enjoo começar após a 9ª semana de gravidez e vir acompanhado de dores ou febre, pode ser outro diagnóstico ainda mais grave como infecção urinária, úlcera ou problemas de tiroide.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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