Por Thomas Moscovitz

Entender o que cada órgão representa para o funcionamento do corpo é o primeiro passo para uma vida saudável.

Por exemplo, ouve-se tanto falar em câncer no cólon do útero (ou colo), porém, poucas mulheres sabem o que ele significa.

Colo do útero é a porção inferior do útero, onde está situada a abertura do órgão, localizando-se no fundo da vagina com a função de proteger a entrada de agentes patogênicos para o interior da cavidade pélvica. Uma de suas funções é separar os órgãos internos dos externos da genitália feminina; por sofrer maior exposição, tem maior risco de doenças e alterações.

Durante a gestação, o colo do útero se fecha de maneira forte, mantendo o feto em seu interior. É através do colo uterino que passa o feto durante o parto. Se o mecanismo do colo for alterado no período de gravidez, pode ocorrer um aborto ou o trabalho de parto prematuro.

O câncer no colo do útero é responsável por altas taxas de mortalidade. Isso porque é uma doença assintomática, ou seja, não há sintomas até que esteja em um estágio muito avançado. Este tipo de câncer, também chamado de câncer cervical, começa no tecido que reveste esta região; e se desenvolve bem devagar. No início, algumas células normais se transformam em células pré-cancerosas e, mais tarde, em cancerosas.

Há dois tipos principais de câncer de colo do útero: os carcinomas de células escamosas - que representam entre 80% e 90% dos casos – e os adenocarcinomas, de 10% a 20% no geral.

No Brasil, a incidência de câncer de colo de útero é alta e, anualmente, estima-se a ocorrência de cerca de mais de 15 mil novos casos, o que representa estatisticamente o terceiro câncer mais comum entre as brasileiras, atrás apenas dos tumores de mama e colorretal (exceto os casos de câncer de pele não melanoma).

Os principais fatores que aumentam o risco para o câncer do colo uterino são:

- Início precoce da atividade sexual;
- Múltiplos parceiros sexuais;
- Tabagismo;
- Má higiene íntima;
- Falta de realização de exames preventivos;
- Multiparidade (vários partos);
- Uso de anticoncepcional oral;
- Presença de outras infecções transmitidas por via sexual (herpes genital, clamídea).

É importante a mulher ficar atenta a alguns sintomas, lembrando que não necessariamente são sintomas de câncer no colo do útero:

- Sangramento leve, fora do período menstrual;
- Aparecimento de secreção, corrimento ou sangramento vaginal incomum;
- Sangramento ou dor após a relação sexual ou durante o exame ginecológico.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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