Por Thomas Moscovitz

Ferida no cólon do útero é o nome popular que se dá a Ectopia Cervical ou Papilar.

Ela chega sorrateiramente e, muitas vezes, não gera sintomas nas mulheres.  Não existe um público alvo específico. Pode acometer mulheres de qualquer idade e não necessariamente quem tem uma vida sexual ativa.

Apesar de afirmar que ela pode chegar sem sintomas, pode ser que ela avise que está ali através de alguns desconfortos como sangramento durante a relação sexual, corrimento vaginal, cólica ou desconforto na região pélvica e coceira na vagina.
O diagnóstico ocorre por intermédio do exame físico ou da colposcopia; neste último, o ginecologista consegue avaliar o tamanho da ferida.

A ectopia pode se desenvolver quando a mulher, por exemplo, não tratou alguma infecção que persistiu por alguns meses, como candidíase, clamídia ou HPV. Estas são infecções que podem decorrer de inúmeras situações como higiene inadequada, contato com piscina/mar com água contaminada e, no caso deste último, o HPV, relação sexual sem o uso de preservativo. Portanto, é fato que a mulher não pega a ferida. Ela é uma consequência e quem a adquiri fica mais vulnerável a contrair outras infecções.

A “feridinha” no útero pode se transformar em câncer quando os casos são graves e o tratamento não é realizado. A chance maior está quando o causador da ferida é o vírus HPV.
Tratar a ferida no útero é fácil. O tratamento pode ser realizado com pomada ginecológica ou cauterização. Após este procedimento, uma pomada ajudará na cicatrização, não podendo a mulher, neste período, ter qualquer contato íntimo.

Previna-se consultando periodicamente seu ginecologista e procure um médico se aparecer os sintomas que descrevi acima.

Atenção: Já as neoplasias intracervicais (NICs) são alterações geralmente benignas do colo do útero que podem ter três níveis. Sempre que for NIC 3, a lesão precisa ser retirada, usando laserou bisturi. Se a ferida for totalmente removida, a cura é total e não é necessário tirar o útero. As NICs geralmente são causadas pelo vírus HPV.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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