Por Thomas Moscovitz

Quem sabe o que este nome complicado significa? Ectópica quer dizer “no lugar errado”.

Chamamos assim uma gestação que ocorre fora da cavidade uterina. Nas trompas acontece em 95% das gestações deste tipo – sendo, no total, um a cada 100 casos.

Isso acontece geralmente por causa de uma lesão nas trompas, que leva a uma obstrução ou estreitamento que, consequentemente, impede a passagem do óvulo.

Casos assim têm aumentado consideravelmente, resultado do crescimento do número de mulheres com infecções ginecológicas, uso de DIU, uso de pílulas do dia seguinte ou contendo progesterona.

É fundamental que a gravidez ectópica seja descoberta logo no início. Se a gestação estiver avançada e a trompa for rompida, é necessária uma cirurgia de emergência para a interrupção da gravidez e esta situação leva à hemorragia interna. Infelizmente não há como o embrião ser transferido para o útero e sobreviver.

Alguns dos sintomas são: dor abdominal, sangramento anormal, falta de menstruação, dores ao urinar ou defecar, tonturas, náuseas e diarreia. Hoje é possível fazer o diagnóstico precoce e evitar que a mulher avance para um quadro de dor e hemorragia, necessitando a cirurgia de emergência. É importante avisar que o diagnóstico é feito por meio da história clínica, exame físico, de exame de BHCG no sangue e ultrassom.

É de suma importância que, após uma gravidez deste tipo, a mulher faça exames e procure saber as reais causas da gravidez ectópica, evitando outra gestação nestas condições. Lembrando que, dependendo do histórico desta paciente, ela poderá engravidar normalmente.
É interessante citar que o risco de gravidez ectópica aumenta com a idade.

Grupo de risco

A gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher, mas a probabilidade aumenta quando:

- A mulher já teve doença inflamatória pélvica que deixou lesões e cicatrizes nas tubas uterinas.

- A mulher teve endometriose tubária, já que aumenta o risco de cicatrizes e aderências nas trompas.

- A pessoa já foi submetida a qualquer cirurgia abdominal, incluindo retirada do apêndice, cesariana ou operações nas trompas, como o religamento para a recuperação da fertilidade.

- A mulher já engravidou por fertilização in vitro (FIV). O ideal é fazer um ultrassom logo no começo da gravidez para verificar onde o embrião se implantou.

- A mulher usou DIU que libera progesterona ou estava tomando a pílula de progesterona, conhecida como minipílula ou pílula de amamentação.

- Mulheres que fumam.

- A mulher já teve uma gravidez ectópica. O risco passa de 1% para 10%.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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