Por Thomas Moscovitz

A frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial tem um leve aumento, o suor pode tomar conta da pele, os músculos da vagina e do útero começam a contrair e relaxar, as articulações podem ficar enrijecidas.

O orgasmo é sempre uma grande explosão que influencia no seu físico e mente, além de ser uma experiência positiva para as mulheres, inclusive as gestantes.
No entanto, algumas mulheres chegam ao meu consultório com diversas dúvidas em relação ao orgasmo durante a gestação. Isso porque esta sensação proporciona contrações uterinas que os mais antigos afirmam facilitar um parto prematuro.

Calma gente… Isto é mito. Estas contrações não influenciam na dilatação do útero e, é óbvio, não farão o bebê chegar ao mundo mais cedo.

Para as futuras mamães que, normalmente, não alcançam o clímax com facilidade durante a relação sexual, pode ser que haja a experiência do orgasmo pela primeira vez durante a gravidez, portanto, se entregue ao momento.

Agora, se você tem uma gestação de risco, converse e esclareça tudo com o seu médico. E se já estiver a poucos dias de ganhar o bebê, também.

Vamos responder aqui algumas perguntas que são constantes.

O que é orgasmo?
É o extremo da excitação durante o sexo. Torna a relação intensa e aproxima o casal.

É verdade que durante a gestação o orgasmo é mais intenso?
O orgasmo pode, sim, ser mais intenso no período de gestação. Durante a relação sexual, a vagina por inteiro torna-se mais sensível, devido o aumento de fluxo sanguíneo na região pélvica. As grávidas podem ficar muito mais sensíveis porque elas já têm mais sangue fluindo pelo corpo o tempo todo.

É normal sentir cólicas após o orgasmo?
Cólicas após o orgasmo são normais por causa das contrações musculares e da liberação de hormônio. No entanto, elas não devem ser persistentes. Se durarem por mais de uma hora, consulte seu médico.

O bebê será afetado pelo orgasmo?
Não. Seu bebê está bem protegido e não será prejudicado. Estudos comprovam que os bebês ficam tão felizes quanto as mamães e experimentam da mesma sensação de euforia devido a liberação de endorfina, chamada de hormônio do prazer que é transportado pelo sangue. A endorfina alivia dor e melhora o humor.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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