Por Thomas Moscovitz

Incontinência urinária (ou da bexiga) é a perda involuntária de urina em situações imprevisíveis.

No público feminino, tende a ser mais comum após a menopausa, atingindo cerca de 30% das mulheres, assim como entre as mulheres idosas. O problema pode estar relacionado a um vazamento de urina ocasional até uma completa incapacidade de reter a urina. É relevante informar que as mulheres estão mais propensas a ter incontinência urinária do que os homens.

Apesar de ser um problema que atinge diretamente a qualidade de vida das pessoas, pode ser adequadamente tratado.

Perder peso, parar de fumar para a diminuição da tosse crônica e tratar a constipação podem auxiliar no tratamento, que consiste em uso de medicamentos específicos, fisioterapia de exercícios para o assoalho pélvico, uso de cones vaginais e técnicas mais atuais que incluem o uso de eletroestimuladores.

A cirurgia de Sling- é colocado um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promovem seu fechamento durante o esforço – é a técnica mais utilizada e a que se obtém melhores resultados.

Alguns tipos de incontinência urinária são mais comuns:

- Incontinência de esforço, quando a pessoa está fazendo alguma atividade física ou carregando peso; ou até em ações cotidianas como tossir, espirrar ou rir.

- Incontinência de urgência, quando envolve uma necessidade imediata de urinar, seguida de contração na bexiga e perda involuntária de urina.

- Incontinência de sobrefluxo, ocorre se a bexiga não se esvazia completamente, levando ao gotejamento.

- Incontinência mista é aquela que envolve mais de um tipo de incontinência urinária.

As causas podem ser muitas como: gravidez e parto, tumores, doenças da bexiga, obesidade, bexigas hiperativas, quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal, comprometimento da musculatura do assoalho pélvico.

O diagnóstico ocorre a partir da elaboração de um diário miccional onde o paciente deve registrar as características da urina assim como a frequência da perda urinária.

Saiba que bebês e crianças não são considerados incontinentes. Eles apenas não sabem ainda controlar a vontade de ir ao banheiro, portanto, é comum em crianças de até seis anos.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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