Por Thomas Moscovitz

A cafeína é consumida em excesso pelo ser humano, e engana-se quem acredita que ela é encontrada apenas no café.

A substância está presente no cafezinho do dia a dia, em refrigerantes de cola, bebidas energéticas, chás e até no chocolate, mais especificamente no cacau. Ainda é encontrada em mais de 60 tipos de planta e em alguns medicamentos.

De acordo com os resultados de uma análise divulgada no American Journal of Clinical Nutrition, o consumo de cafeína durante a gravidez não está relacionado ao risco de nascimento prematuro, como muitos estudos menores, feitos anteriormente, mostraram.

No entanto, é correto afirmar que o organismo de uma mulher grávida demora 18 horas para subtrair os efeitos da cafeína do corpo, ou seja, 12 horas a mais que uma mulher que não se encontra em estado de gestação.  Alguns especialistas afirmam que a cafeína pode atravessar o órgão protetor do bebê, a placenta, e interferir no desenvolvimento das células fetais, comprometendo a plena saúde do feto. Mas acalme-se. Isso não é motivo de desespero se você é uma consumidora moderada.

Em fevereiro deste ano, foi divulgado um estudo desenvolvido por pesquisadores do Hospital da Universidade Sahlgrenska, na Suécia, no qual o resultado indica que a ingestão de cafeína em excesso durante a gestação pode estar relacionada ao nascimento de bebês abaixo do peso. Quase 60 mil gestantes, ao longo de dez anos, participaram da pesquisa. De acordo com o estudo, para cada 100 miligramas de cafeína ingerida pela mãe durante a gravidez, o bebê perdia cerca de 30 gramas ao nascer No entanto, os pesquisadores chegaram à conclusão que não há nenhuma ligação entre o consumo de cafeína e o risco do parto prematuro, como dito anteriormente.

A cafeína influencia no sono do bebê?
Outro estudo recente conduzido pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, concluiu que o consumo da substância pelas grávidas ou por mulheres que estão amamentando não influencia no sono da criança. Entretanto, nesta mesma pesquisa, os estudiosos abordam a importância do consumo seguro.

A organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo se limite a 300 miligramas de cafeína ao dia, o que equivale a três xícaras de 240 miligramas de café coado americano. Vale ressaltar que estas informações são significativas para gestantes saudáveis e bebês que nasceram prematuramente.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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