Por Thomas Moscovitz

Por ser uma doença silenciosa, é fundamental para a saúde da mamãe e do bebê que a diabetes gestacional seja diagnosticada e tratada corretamente, apesar de só ser detectada no fim do segundo trimestre de gestação, ou seja, a poucos meses do parto.

Se ela surgir antes deste período é provável que a mulher já tivesse diabetes antes mesmo de engravidar e não sabia.

Assim como a diabetes tipos 1 e 2, a diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue.  A diferença é que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce, ao contrário de outros tipos de diabete, que duram a vida inteira.

Acontece que os hormônios da gravidez, produzidos pela placenta, começam a ficar com os níveis mais elevados na 24º semana e, é comum, que eles impeçam que a insulina cumpra a sua função que é transportar açúcar do sangue para as células. Neste caso, o açúcar atravessa a placenta e chega até o bebê.  

Portanto, todas as mulheres grávidas devem fazer um teste oral de tolerância à glicose no período citado.

Engordar excessivamente, ter pré-eclâmpsia (hipertensão) ou até levar ao aborto precoce são alguns dos riscos que a doença oferece às gestantes. Já os bebês podem chegar ao mundo com cerca de quatro quilos – podendo ocasionar uma lesão de parto ou uma cesárea -, hipoglicemia, insuficiência pulmonar, icterícia (amarelão) e traumatismo. Além disso, como cerca de dois terços do açúcar da mãe seguem para o bebê, a quantidade extra de glicose no
corpo sobrecarrega o pâncreas da criança.

Os sintomas de diabetes gestacional são: visão borrada, fadiga, infecções frequentes, aumento da sede e da micção, náusea e vômito e descontrole de peso – perde ou ganha rapidamente.

Se a doença não for tratada adequadamente, há o risco de esse bebê ter hipoglicemia (teor de glicose no sangue abaixo do normal) ao nascer ou mesmo de ocorrer morte fetal súbita. Já na vida adulta, são maiores as chances de desenvolver diabetes e síndromes metabólicas.

É fundamental que o médico acompanhe atentamente mamãe e bebê, efetuando o monitoramento fetal que verifica o tamanho e a saúde do feto através de ultrassom e testes sem estresse, com o monitor fetal eletrônico (que verifica os batimentos cardíacos).

Entre o grupo de risco, devem-se incluir mulheres com histórico de diabetes na família, ter a primeira gestação após os 25 anos de idade, engravidar quando se está acima do peso ou engordar muito durante a gestação. É possível incluir neste grupo as portadoras de ovário policístico (desequilíbrio hormonal que pode causar disfunções no ciclo menstrual, cistos no ovário ou dificuldade para engravidar) e as que apresentam líquido amniótico em excesso.

Caso a diabetes gestacional tenha sido diagnosticada, é importante verificar o nível de glicose em casa diariamente. Faça um pequeno furo na ponta do dedo e coloque uma gota de sangue em um aparelho que faz a análise da taxa de açúcar no sangue (glicemia). Se não possui o aparelho, vá até a unidade hospitalar mais próxima de você.

 

Previna-se fazendo o pré-natal desde cedo e, se estiver acima do peso, diminua seu índice de massa corporal com uma dieta balanceada e nutritiva.

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