Por Dr.Thomas Moscovitz

Descobertas sobre o vírus HIV podem aumentar as esperanças de pessoas soro positivas e
fazer com que o mundo acredite em uma futura erradicação da doença.

Testada em quatro macacos saudáveis, um novo tipo de vacina apresentou resultados
assertivos e alto potencial terapêutico no combate ao vírus HIV, causador da AIDS.

O estudo elaborado pelo instituto Scripps, da Flórida, foi publicado na revista Nature e consistiu em apresentar uma vacina que altera o DNA e faz com que o corpo produza uma
ferramenta que combata o vírus.

De acordo com os cientistas, a vacina faz com que as células dos músculos produzam em
grande escala uma proteína que bloqueia três pontos, dois em cima e um embaixo, paralisando o desenvolvimento do vírus, deixando-o incapaz de contaminar a célula.

Os cientistas tentaram infectar os animais com todos os tipos de HIV conhecidos e os macacos que participaram dos testes ficaram imunes contra todos os tipos de HIV.

Até agora, desde a descoberta do vírus, foi o método descoberto mais eficaz para impedir a
infecção pelo vírus da AIDS.

Este resultado é mais uma conquista graças aos avanços nas pesquisas genéticas do vírus; no Brasil, as pesquisas sobre este tipo de vacina começaram em 2002, nos laboratórios do
instituto do coração de São Paulo e da Faculdade de Medicina da USP e do Instituto Butantan.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH ou HIV, do inglês Human Immunodeficiency Virus) é um lentivirus que está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Cerca de 0,6% da população mundial está infetada com o VIH. Entre 1981 e 2006, a SIDA foi responsável pela morte de mais de 25 milhões de pessoas.

De acordo com o autor do estudo, doutor Michael Farzan, ainda em 2015 começarão os testes
com seres humanos.

O segundo passo, dependendo dos resultados, será efetuar o teste em pessoas com alto risco
de contrair o HIV, ou seja, pessoas privadas de liberdade, pessoas que usam drogas injetáveis, profissionais do sexo e transgêneros.

No entanto, independente disso, a melhor proteção contra o vírus continua sendo o uso de
preservativos nas relações sexuais, até mesmo porque os testes estão em fase experimental e muito deve ser feito. Além disso, a camisinha protege contra as doenças sexualmente
transmissíveis e uma gravidez indesejada.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

Visitantes Online:

Temos 690 visitantes e Nenhum membro online