Por Thomas Moscovitz

Sempre coloco para as minhas pacientes a importância de não ingerir bebidas alcoólicas durante a gestação.

Nem um golinho... nem “só por hoje”.

Grávidas que não escutam este conselho e, consequentemente, abusam das bebidas mesmo que de vez em quando, podem sofrer graves problemas. Isso porque o álcool chega ao bebê em desenvolvimento por meio da placenta, oferecendo ao feto o risco de chegar ao mundo com sérios problemas físicos (considerando os motores) e mentais (até mesmo de comportamento).

Esta soma de problemas pode ser diagnosticado como SAF – Síndrome Alcoólica Fetal, uma síndrome que afeta, aproximadamente, 40 mil crianças ao ano em todo o mundo.

O grande problema está não só no fato da gestante ingerir álcool, mas, também, esconder este hábito do próprio médico ou do pediatra que cuida do recém-nascido, o que atrapalha a
possibilidade de trata-lo diante de um possível distúrbio.

Diversas são as anormalidades que o bebê pode apresentar, inclusive na face, como um lábio
bem mais fino que o outro ou ter o nariz de tamanho muito pequeno, até ter algum problema mais grave que interfira no seu desenvolvimento psicológico (retardo, problemas de aprendizado, de atenção e de memorização) ou má-formação dos órgãos, o que gera grandes
consequências para o resto da vida, para toda a família.

A única forma de prevenir os problemas citados aqui e muitos outros que o bebê possa ter é não consumir bebida alcoólica durante toda a gestação. E digo mais: é importante que a mulher fique longe do álcool a partir do momento em que decide ser mãe, para que possa preparar o próprio corpo, tendo como objetivo proporcionar um desenvolvimento saudável para o bebê e uma gravidez super tranquila para ela e toda a família.

Caso você tenha ingerido bebida alcoólica sem saber que estava grávida, não entre em pânico. Pare imediatamente e tenha uma conversa aberta com o seu médico, falando a frequência e a quantidades deste consumo.

Caso tenha dificuldades em parar de beber, consulte-o para que ele possa dar a orientação
necessária e até recomendar algum tipo de tratamento.

Tenha uma conversa franca com a sua família e peça a colaboração de seu parceiro ou de
quem estiver ao seu lado neste lindo momento de sua vida.

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