Responsável pelo funcionamento do sistema reprodutor, o hormônio folículo-estimulante, mais conhecido pela sigla FSH, é produzido pela hipófise (pequena glândula em forma de feijão localizada abaixo do cérebro, na base do crânio, em uma área chamada sela túrcica) e trabalha em parceria com o LH (hormônio luteinizante), em diversas fases do desenvolvimento do corpo humano e, principalmente, na produção das primeiras células que poderão ser fecundadas para iniciar uma gravidez.

Desde a infância, o FSH atua como regulador do crescimento e desenvolvimento da criança, passando pela puberdade, ciclo menstrual e secreção de hormônios nos testículos e ovários. Já na fase adulta, este hormônio é o principal responsável pela reprodução: nos homens, ele estimula o desenvolvimento adequado das gônadas (glândulas reprodutivas: os testículos e os ovários) e é fundamental para a produção dos espermatozoides. Já nas mulheres, atua na produção e liberação dos óvulos e de hormônios como progesterona e estrógenos, que por sua vez, têm o papel de preparar o útero para a implantação de um possível embrião.

Doenças como a deficiência hipofisária, síndromes, hipotireoidismo e até tumores podem diminuir o nível de produção do hormônio FSH, acarretando em atraso da puberdade e, por consequência, retardando o desenvolvimento de características masculinas e femininas, além de prejudicar o nível de fertilidade com a alteração no ciclo menstrual e, no caso dos homens, dificuldade para produzir gametas.

Quando são identificados altos níveis de produção deste hormônio, é provável que a reserva ovariana esteja diminuindo, ou seja, a quantidade de óvulos que serão produzidos pelo ovário está com os dias contados. Neste caso, o ideal é consultar um ginecologista para que ele peça a dosagem do FSH, um exame de sangue realizado nos primeiros cinco dias do ciclo menstrual.

Com o passar dos anos, é normal que a quantidade de óvulos produzidos no ovário vá diminuindo gradativamente e os níveis de hormônio folículo-estimulante aumentando. Após os 40 anos, a taxa desse hormônio dá um salto significante, assim como o hormônio LH, e isso acontece por conta da aproximação da menopausa.

Em compensação, se um alto nível de FSH for diagnosticado em mulheres com menos de 40 anos, é provável que exista uma falência precoce do ovário; isso significa que ele produzirá cada vez menos óvulos e, por isso, a taxa de fertilidade da mulher também será mais baixa. Neste caso, recomenda-se o congelamento de óvulos para aumentar as chances de uma gravidez futura.

Dr. Thomas Moscovitz – Doutor pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em: Ginecologia – Obstetrícia – Videolaparoscopia – Videohisteroscopia. Assistente Voluntário do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Médico Ginecologista na Granmedic.

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