Novas áreas e modernização do museu foram apresentadas em evento de captação no Palácio dos Bandeirantes

O Governador do Estado de São Paulo João Doria e o Secretário de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão reuniram-se na manhã da última terça-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes, com autoridades da USP e empresários brasileiros para apresentar o projeto de restauro e ampliação do Museu do Ipiranga e realizar o lançamento das cotas para captação de patrocínio. O projeto custará R$ 160 milhões e já celebrou contrato com três empresas: EDP Brasil, Sabesp e Itaú. Uma grande campanha de captação para levantar recursos para a obra e para a exposição de reabertura iniciou-se nesta terça.

O Secretário Sérgio Sá Leitão deu início à reunião apresentando aos participantes o projeto conceitual, arquitetônico e de uso e segurança do Museu do Ipiranga, que sediará as celebrações dos 200 anos da Independência e da Semana de 22 e terá 5 mil metros quadrados de área nova para exposições e atividades culturais, além de conjunto de elevadores, estruturas de acessibilidade, um mirante e um café. “Nosso objetivo é ter um novo Museu do Ipiranga aberto, funcionando plenamente, de maneira sustentável, com um projeto de segurança absolutamente contemporâneo, assim como também um projeto expositivo, museológico de altíssimo nível, com uma gestão profissional e aberto à população da cidade, do Estado e aos turistas, a partir de setembro de 2022, para que ele seja o epicentro da celebração dos 200 anos da Independência”.

Durante a apresentação, Sérgio destacou também a excelência do projeto. “Tem altíssima qualidade, preserva todos os elementos do edifício e agrega áreas novas, que duplicam a área expositiva, além de tornar o Museu do Ipiranga o mais seguro do Brasil, no nível de museus internacionais. A expectativa é que, reaberto, ele irá receber 900 mil visitantes ao ano”, declarou.

Cerca de 150 empresários puderam conhecer detalhes do projeto e foram convidados a contribuir com as obras do museu usufruindo do PRONAC (Lei Rouanet), que, por meio de isenção fiscal, permite ao apoiador deduzir 100% do valor investido (até o limite de 4% do imposto devido para pessoa jurídica e 6% para pessoa física). Com os três primeiros patrocinadores, a obra já possui o valor necessário para ser iniciada.

“Três grandes empresas aceitaram. A EDP, a Sabesp, e o Itaú já somam R$ 36 milhões de reais”, destacou o Governador João Doria, ressaltando que ao término da reunião duas outras empresas já demonstraram interesse. “O Museu e os jardins do Museu estarão totalmente recuperados, para, em setembro de 2022, fazermos uma grande celebração dos 200 anos da Independência do Brasil”, reafirmou o Governador sobre as obras que começam no dia 7 de setembro. “Estamos otimistas. Temos que obter R$ 160 milhões, esse é o nosso objetivo, e confio que vamos alcançar”, completou.

O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, reforçou a importância dos museus para o desenvolvimento do país. “Não há o novo sem a memória. Se há uma coisa que pode nos inspirar todos os dias a inovar e a fazermos com que o país avance são os museus brasileiros”.

Benedito Braga, presidente da Sabesp, exaltou a parceria: “O Museu do Ipiranga é muito importante para a nossa cultura, por isso a Sabesp não poderia ficar de fora dessa iniciativa. Estamos nos unindo a outras companhias que vão patrocinar esta importante iniciativa para celebrarmos a nossa Independência em 2022”.

O presidente da EDP, Miguel Setas, falou aos empresários sobre a importância de apoiar o projeto: “São Paulo é sinal de progresso, é sinal de liderança, por isso nós temos, como empresários, que exercer uma liderança responsável no momento em que nos convidam para investir na nossa cultura. Sabemos muito bem que não há progresso sem cultura, portanto temos que fazê-lo de uma forma consciente. Nós devemos isso aos nossos filhos, aos nossos netos, às futuras gerações. O nosso futuro depende da forma como soubermos honrar e eternizar esse patrimônio”.

Lei Rouanet

O custo total da obra foi dividido em três projetos inscritos na Lei Rouanet. O primeiro, já aprovado, permite a captação de R$ 50 milhões. O secretário explicou que a estratégia é comumente usada em projetos de grande valor para garantir o fluxo de recursos, já que a movimentação só pode ser feita quando há captação de pelo menos 20% do total. As empresas interessadas em patrocinar o projeto podem escolher entre a “Cota Ipiranga”, equivalente a R$ 12 milhões (R$ 3 milhões por ano, de 2019 a 2022), via Lei Rouanet, e a “Cota Independência”, no valor de R$ 4 milhões (R$ 1 milhão por ano, no mesmo período), diretamente pelo programa Córrego Limpo, em parceria com a Prefeitura de São Paulo. Sérgio Sá Leitão anunciou também que serão criados um comitê com os patrocinadores para supervisão da execução do projeto, um novo modelo de gestão e plano de sustentabilidade e um endowmentpara o custeio das atividades.

O Secretário Especial Adjunto de Cultura do Ministério da Cidadania José Paulo Soares Martins explicou a participação do Ministério: “Nós vamos participar de duas formas: uma com a Lei Rouanet, que já temos um projeto encaminhado aberto à captação e os investidores já podem optar por esse investimento; e outra com recursos do orçamento direto por meio do Fundo Nacional de Cultura, que foi proposta ao Governo e está em análise sobre a quantia estabelecida”.

O Governo Estadual, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa e a USP estão em mobilização para a captação de recursos para as obras do Museu, previsto para ser reinaugurado em 2022, ano do Bicentenário da Independência do Brasil. O processo de restauração e modernização da instituição visa recuperar o monumento, que é uma das maiores referências nacionais.

Do Governo do Estado de SP

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