Assim como na obra escrita, a adaptação tem como mote o momento de raiva, confusão de sentimentos e reações pouco "comportadas" de Max, um garotinho de cerca de oito anos interpretado nas telas por Max Records.

Logo no início, o protagonista tem sua angústia justificada por algumas relações familiares que não consegue entender: sua irmã adolescente já não se interessa por brincadeiras e sua mãe, além do pouco tempo livre, tem um namorado.

Ao se sentir só, Max vive um momento de fúria, briga com a mãe e foge para um matagal da vizinhança, numa das decisões mais controversas na produção do roteiro. "Desde o início queria que Max saísse de casa e não que fosse para o quarto que se transformaria magicamente (como no livro). Esta foi a única coisa em que eu e Maurice discordamos durante o processo do filme", declara num livro especial sobre os bastidores da produção, deixando clara a participação ativa do autor na adaptação.

Sozinho, o garoto faz uma viagem fantástica e vai para longe, numa terra habitada por monstros temíveis, capazes de assustar até os espectadores adultos, a princípio. Além de gigantes, peludos, com narizes e garras enormes, têm personalidades e vozes fortes. O mais emblemático é o líder Carol, o que mais se aproxima de Max.

Ao mesmo tempo carinhoso e agressivo, Carol ganhou uma interpretação convincente de James Gandolfini, conhecido como o mafioso Tony Soprano da série de sucesso da HBO "Família Soprano". Destacam-se ainda a meiga e maternal KW (Lauren Ambrose), espécie de contraponto ao tom intempestivo de Carol; e Judith (Catherine O´Hara), falante e questionadora. A fim de ganhar espaço e não ser devorado pelos monstros, Max se impõe e se torna rei. A partir de então a trama gira em torno de sua relação dentro deste grupo, em meio a personagens que parecem representar alguns de seus sentimentos.

 

Não recomendado para menores de 10 anos.

Do Uol

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