Instituição é a única no Brasil a alcançar o sucesso na reprodução da ave, que está ameaçada de extinção

A Fundação Parque Zoológico registrou o nascimento, em 7 de junho, de mais uma arara-azul-de-lear, espécie considerada em extinção. A nova integrante do Zoo de São Paulo, localizado na capital paulista, é resultado dos esforços do corpo técnico capacitado, de um manejo adequado, além de muita dedicação e pesquisas científicas.

Ainda não é possível saber se a espécie é macho ou fêmea. É necessário aguardar o crescimento das penas para os técnicos fazerem o teste genético.

Os trabalhos para a conservação da espécie estão em andamento e muito ainda será feito. A expectativa agora é que mais casais tenham sucesso na reprodução para que novos filhotes de arara-azul-de-lear sejam integrados à população cativa para atender os objetivos do programa de cativeiro e as demais ações de conservação da espécie.

Trajetória
A Fundação Parque Zoológico de São Paulo recebeu o primeiro exemplar da espécie em 1986, que permaneceu na instituição por dez anos. A partir de 1996, novos exemplares foram, em sua grande maioria, oriundos do tráfico ilegal de animais e passaram a ser alojados em recintos fora da exposição ao público, sem registros de nascimentos.

Desde 2013, alguns casais passaram a apresentar comportamento reprodutivo e foram observadas diversas cópulas e algumas posturas de ovos. Finalmente, em 13 de abril de 2015 foi registrado primeiro nascimento de arara-azul-de-lear em cativeiro no Hemisfério Sul. Entre 2016 e 2018 nasceram outros nove filhotes (seis machos e três fêmeas).

Foto: Reprodução/Zoo de SP 

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