Rodeio é um espetáculo que reúne dois antagonistas em uma arena: de um lado o animal, que aparenta ser selvagem e indomável e de outro o mocinho, que transmite força, coragem e determinação.

O propósito do show é subjugar o animal e então o homem irá provar toda sua força, coragem e seu domínio sobre a natureza.
No entanto, neste embate entre a selvageria e a bravura, entre o bem e o mal, você espectador está sendo ludibriado. Saiba que nada disto é verdadeiro, pois o modo como os animais se comportam na arena é resultado de sua exposição à tortura e à dor.

Primeiramente o animal entra em cena e fica apavorado pelo barulho da platéia e pela iluminação excessiva do local e, logo em seguida fica desesperado, pois é vítima de instrumentos de tortura.

O resultado é que ele pula como se fosse um animal selvagem, quando está inutilmente tentando se livrar dos apetrechos que o martirizam.
Os super-homens que o dominam e humilham são na verdade seus covardes torturadores.

Estudos sérios demonstram as inúmeras irregularidades encontradas nos Rodeios. Neles foram listados os seguintes instrumentos de tortura: sedem, utilizado para comprimir a virilha e os genitais do animal; choques e espancamentos; esporas; laçada ao bezerro; alfinetes, etc.

Tudo isto é irregular e ilegal, além de ferir a ética e a civilidade. Todos sabem que maus-tratos aos animais é crime com punição prevista por Lei, mas como nem sempre existe fiscalização, tudo se torna permitido.

Você pode encontrar detalhes sobre estes abusos, lendo o excelente texto sobre Rodeios da advogada Renata de Freitas Martins, do Rancho dos Gnomos:

http://www.ranchodosgnomos.org.br/savana/direitos.php?pagina=rodeios

Agora que você já sabe como se dá este embate, tenho certeza que não será conivente com este tipo de violência e não irá incentivá-lo.
Como pode ser chamado de diversão um evento onde os animais são torturados e humilhados?

Neste triste espetáculo, o público, ao se identificar com o mais forte, é cúmplice da dor e do sofrimento impingido aos animais.
E no final da encenação você já sabe, ocorre a celebração da crueldade humana.

Maria Augusta Toledo
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