Olá Amigos! A semana passada foi atípica. Foi assim: na quinta-feira de manhã vi um animal parado no jardim que, de longe, parecia um gato.
Estava imobilizado e eu me aproximei para ver o que estava acontecendo. Não era um gato, mas sim um gambá muito grande.

Ele respirava com dificuldade, como se estivesse doente ou muito estressado. Não vi nenhum machucado, mas também não tive coragem de tocá-lo.

Prendi os cães e pensei: vou aguardar. Se ele melhorar, acaba indo embora, se piorar vamos ver o que dá para fazer.
Fui lá diversas vezes e o gambá continuava no mesmo local, imóvel.

Isto aconteceu por volta das 11:00 hs da manhã, o que é estranho, pois vocês sabem, os gambás tem hábitos noturnos.
Depois do almoço voltei ao cantinho onde ele estava e não o encontrei mais.

Respirei aliviada achando que ele tinha melhorado e ido embora. Mas não foi bem assim, perto de onde estava o gambá, vi 8 gambazinhos se arrastando e tentando se esconder.

Vocês sabem que sempre resgatamos cães e gatos e muitas vezes filhotes que acabaram de nascer e que precisaram ser criados na seringa com leite até nascerem os dentes e eles conseguirem se alimentar sozinhos.

Mas, desta vez, fomos presenteados com uma ninhada de 8 gambazinhos bem novos, que ainda não sabem se alimentar e precisam de cuidados especiais. Se eu os deixasse lá, à própria sorte, eles não teriam como sobreviver.

Para ser sincera, entrei em pânico.
Recolhi os gambazinhos e os coloquei em uma caixa de papelão e tentei mantê-los aquecidos com jornais.

Comecei a ligar para veterinários e biólogos para saber como deveria agir.

Não sei se todos sabem, mas gambás não são mamíferos, eles são marsupiais como os cangurus, os filhotes ficam em bolsas até se tornarem independentes e poderem se virar sozinhos.

Mas, não foi isto que aconteceu. Por algum motivo, seja doença ou ataque, a mãe precisou se desfazer deles antes do tempo.
Seguindo conselhos dos especialistas tentei alimentá-los de várias maneiras: leite na seringa, papinhas de diversas frutas. Mas não consegui que eles se alimentassem.

Na sexta-feira de manhã tentei de tudo novamente e nada. Eles precisavam de ajuda profissional, pois são animais silvestres e não podem ser tratados como animais domésticos e eu me senti totalmente insegura e incompetente nesta hora.

Preciso agradecer os conselhos valiosos do veterinário Felipe Lopes e da bióloga Andréa Freixeda. Sem a ajuda deles eu não teria conseguido agir.

Depois de mais algumas tentativas infrutíferas, lá fomos nós levar os gambazinhos para o Parque Ecológico do Tietê.
Lá eles os acolheram e eu fiquei muito aliviada e feliz por poder encaminhar estas vidas preciosas para profissionais competentes.
Já tive experiência com uma gata que me levou os filhotes na boca e os entregou para que eu cuidasse deles. Vocês se lembram?
Mas, gambá! Nunca pensei que isto fosse acontecer.

Como sempre digo, nós somos apenas instrumentos e nunca devemos nos recusar a ajudar os animais indefesos. Eles precisam de nós, mesmo que seja só para encaminhá-los.

Vejam os bebezinhos ... eu estava tão abalada que até a foto, tirada com celular, ficou ruim. A segunda foto é de um gambazinho genérico, bem maior do que os que acolhi e estou enviando só para vocês terem uma idéia de como eles são fofos.

Hoje tive notícias dos bebês e estou muito feliz, pois eles estão ótimos, se alimentando bem e logo poderão voltar para a natureza já sabendo se virar sozinhos.

Um abraço
Maria Augusta Toledo

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