Um bugio sofreu inúmeras queimaduras ao ser eletrocutado na rede aérea de energia. O animal acessou a rede devido ao desmatamento da sua região.

Nico como foi carinhosamente chamado, foi encontrado em Caucaia do Alto. O Rancho dos Gnomos foi acionado pela protetora Monica de Ciamo e saiu em busca de atendimento veterinário nos órgãos oficiais que, segundo o IBAMA, deveriam prestar toda assistência aos animais silvestres.

A equipe esteve na Secretaria do Meio Ambiente de Cotia, que os orientou a procurar a policia ambiental alegando que o atendimento veterinário não faz parte das atribuições da secretaria.

O caso do bugio foi relatado nas páginas do site do Rancho dos Gnomos.

"Após alguns dias de tratamento no Rancho, quando se buscou estabilizar o quadro de saúde de Nico, mantido sob fortes analgésicos como a morfina, o bugio foi submetido a uma junta médico-veterinária. Cogitou-se inicialmente amputar-lhe o braço como medida derradeira para conter uma infecção muito forte que havia se instalado em seu membro carbonizado até os ossos. Porém, após avaliações mais apuradas, diagnosticou-se que além dos ferimentos até então identificados, alguns danos irreversíveis haviam ocorrido. Os globos oculares estavam totalmente queimados, houve o derretimento da orelha esquerda comprometendo seriamente seu ouvido e, ainda pior, havia ocorrido a perda da massa encefálica. Diante da total falta de perspectiva de medidas médicas que garantissem um mínimo de qualidade de vida ao Nico, a junta médica decidiu abreviar seu sofrimento realizando a eutanásia, uma vez que nem mesmo a entubação para uma cirurgia seria possível devido às graves queimaduras em sua boca, que impossibilitavam sua abertura".


Segundo o site, os problemas com os órgãos oficiais não se restringem ao atendimento aos animais.

"Este bugio é mais uma vítima do desmatamento desenfreado e da ocupação desordenada que tem devastado os habitats. Em Cotia e região é assustador o número de empreendimentos imobiliários e outras obras que surgem em áreas onde até pouco tempo havia mata fechada. E não se tem conhecimento de qualquer investimento em estrutura ou convênios que atendam os animais vitimados por esta destruição. Por que os passivos e compensações ambientais não têm sido usados para tal? Quais suas destinações?", questiona o Rancho.

Eles pedem que o Ministério Público e a imprensa ajudem a esclarecer esta situação, afirmando que a criação desta estrutura é exigida por lei.

O Bugio ter sido encontrado em Caucaia, foi a gota d’água.

Recentemente o Rancho dos Gnomos protocolou na Secretaria do Meio Ambiente de Cotia, Prefeitura de Cotia, MP. Estadual, MP. Federal, IBAMA, e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o caso de uma veadinha bebê acolhida por eles. O MP. Federal acatou a denúncia e agora foi anexado o processo do Bugio Nico.

Marcos Pompeu registrou Boletim de Ocorrência do 2º DP da Granja Viana.

O Rancho dos Gnomos agradece aos envolvidos neste atendimento: a munícipe Mônica de Ciamo, que socorreu o Nico logo após o "acidente", aos veterinários dr. Salvador Fellis, dr. Fábio Futema, dr. Augusto César Dias dos Santos, dra. Sandra Cássia dos Santos Braga, dr. Luís Arthur Giufrida e dra. Kelli Spitaletti, e também à voluntária Beatrice Barabas de Okada.

Da Redação

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