Segundo Ministério da Saúde, Cotia, Jandira e Araçariguama apresentam risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Outras cidades da região estão em alerta: Barueri, Carapicuíba, Embu das Artes, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Osasco, Santana de Parnaíba, São Roque e Taboão da Serra

O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 indica que 994 municípios (20% do total realizado) apresentaram alto índice de infestação, com risco de surto para as doenças dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta que o sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o mosquito.

O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). O índice de infestação predial (IIP) é dividido em três faixas: nível satisfatório (inferiores a 1%), de alerta (entre 1% a 3,9%) e de risco (acima de 3,9%). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

Dentro dos 994 municípios com alto índice de infestação estão Cotia (6,90), Araçariguama(6,00), e Jandira (5,70), que correm risco de surto das três doenças.

Outras cidades da região já estão em alerta. São elas: Barueri (1,60), Carapicuíba (1,10), Embu das Artes (1,00), Ibiúna (2,00), Itapecerica da Serra (1,60), Itapevi (1,10), Osasco(3,40), Santana de Parnaíba (1,60), São Roque (3,40) e Taboão da Serra (1,30).

As cidades que possuem índice satisfatório são: de Embu-Guaçu(0,60), Juquitiba (0,20), Pirapora do Bom Jesus (0,00), São Lourenço da Serra (0,00) e Vargem Grande Paulista (0,00).

Segundo o relatório, o aumento da incidência de casos de dengue em todo o país subiu 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Até 13 de abril deste ano, foram registrados 451.685 casos prováveis de dengue no país, contra 102.681 casos no mesmo período do ano passado. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 186,3%, passando de 66 para 123 mortes. 

Esses resultados indicam que é preciso fortalecer ainda mais as ações de combate ao mosquito transmissor, com a participação da população e de todos os gestores locais e federal”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, frisando, no entanto, que “mesmo com aumento no número de casos da doença, a taxa de incidência de 2019 está dentro do esperado para o período. Sendo assim, até o momento, o país não está em situação de epidemia, embora possa haver epidemias localizadas em alguns municípios e estados”, disse.

Criadouros do Aedes Aegypti
A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro no país, seguido dos depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Por último, depósitos encontrados em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção, sendo passíveis de remoção.

Com informações do Ministério da Saúde

 

 

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