Todo mundo tá cansado de saber que fumar faz muito mal. O pulmão e o coração sofrem, aumentando as chances de doenças graves como câncer, o cabelo perde brilho e até o paladar é prejudicado.

Com relação à pele, o hábito não é menos prejudicial. “Pessoas fumantes possuem marcas acentuadas de envelhecimento na pele. O calor da chama e o contato da fumaça com a pele provocam o envelhecimento e a perda de elasticidade cutânea”, comenta o doutor Aldo Toschi, sócio efetivo e conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Este envelhecimento precoce se dá porque as substâncias presentes no cigarro entopem a circulação sanguínea, como explica o também dermatologista Abdo Salomão Jr. “A nicotina entope a microcirculação e inibe a formação de colágeno e fibras elásticas pela pele. Além disso, promove as linhas de expressão e uma tonalizada amarelo-acinzentada”.  O doutor Toschi completa: “o fumo reduz o fluxo sanguíneo da pele, dificultando a oxigenação dos tecidos. A redução deste fluxo parece contribuir para o envelhecimento precoce da pele e para a formação de rugas”.

Além disso, o hábito de fumar em si também acelera a formação de rugas em volta dos lábios. “O ato de puxar a fumaça exercita a musculatura labial repetidas vezes, o que contribui com o aumento das rugas de expressão ao redor da boca, mais desenvolvidas nos fumantes”, explica Abdo.

Com base nesses dados bastante negativos, a indústria de cosméticos tem apostado em produtos especialmente para fumantes. Mas será que eles funcionam? “Os danos já existentes são dificilmente reparados por cosméticos. Os antioxidantes e retinóides e fotoprotetores podem, se tanto, anular os efeitos nocivos do cigarro. O processo de reparação de colágeno e redução de alterações circulatórias crônicas são de difícil reparo por cremes uma vez que sua penetração é restrita ás camadas mais superficiais da pele”, comenta Toschi.

Opinião semelhante tem o doutor Abdo Salomão. “Estes novos produtos ainda estão em fase de estudo. Seus reais benefícios ainda não estão comprovados. Além do mais, causam uma falsa impressão de que os usando o indivíduo estaria protegido dos malefícios da nicotina”, fala. Ou seja, a única solução é mesmo parar de fumar.

 

Para quem não consegue vencer o vício de jeito nenhum, os médicos apelam para que essas pessoas ao menos diminuam o consumo. “Reduzir ao máximo o consumo de nicotina e aumentar a ingestão de líquidos e alimentos com antioxidantes, além de usar fotoprotetores podem ajudar a reduzir os danos à pele”, esclarece o doutor Toschi. “De fato o melhor caminho é cessar este hábito, que prejudica todo o organismo e não somente a cútis. Nos casos de impossibilidade de cessar, orienta-se tomar muita água (mais de dois litros e meio por dia) e fazer uso de vitamina C oral na dose de 500mg/dia. FPS e cremes à base de ácidos também são muito bem vindos”, finaliza Abdo.

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