Foi andando por Caucaia na companhia do meu querido amigo Mauro Pires, que nasceu essa matéria. Ele, outro apaixonado por Caucaia como eu, me levou na imobiliária do "seu" Carlos, mais conhecido como Carlos Boticário. E ali o bate-papo remeteu à história!

"Seu" Carlos foi o dono da primeira farmácia de Caucaia e lembrou emocionado como era o distrito.

"Eu me casei com 20 anos. Quando eu cheguei em Caucaia, em 1957, o motorista de ônibus chamava-se Carmelino. Aqui era um barro que era uma tristeza. O ônibus saia as 5 da manhã e só vinha as 10 da noite. Quem queria comer pão, esperava um tal de Sadie - que era um turco - e que vinha com a perua cheia de pão, mas tudo duro. A gente comprava 20, 30 pães e ia esquentando pra comer", disse.

CARLOS BOTICÁRIO CONTA COMO ERA A CAUCAIA DE ANTIGAMENTE...

Ele conta também que quem queria comer um pedaço de carne - onde hoje é o prédio do Moisés e que é uma loja de roupa - tinha uma árvore e tinha um senhor que se chamava José Dias. Aí ele dizia:

"Quarta-feira vai ter uma carne, que eu vou matar um boi! Aí a gente encomendava, ele pendurava o boizinho na árvore, cortava e a gente ia comendo", conta.

DEPOIS QUE FICOU VIÚVO HÁ 1 ANO E MEIO, COMPROU UMA MOTO PARA PASSEAR

Seu Carlos conta que teve farmácia por 35 anos, onde era o "bar do Bastião" no prédio da dona Dirce.

"Mas meu coração não dava prá isso, por que eu mais dava remédio do que vendia", falou.

Ele nos contou que onde hoje é a rodoviária, era uma olaria.

"Eu tinha na época umas trinta cabritas, tudo solta ali no páteo. Onde está a padaria do centro, era tudo mato. Esse lugar era uma paz de espírito! Quando entrou por três vezes o sr. Ivo Mario Isaac Pires, ele deu uma boa melhorada na cidade", finalizou.

Matéria e fotos: Fau Barbosa

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