Marlene Nobre
Entre as poucas contestações à entrevista de Geraldo Lemos Neto, publicada na Folha Espírita de maio, está a dos que não creem em profecias com data marcada.

Mais particularmente, contestaram o prazo de 50 anos e o ano de 2019. Pois bem, Chico Xavier afirmou em vida, em um programa de televisão campeão de audiência – o Pinga-Fogo – que o prazo é de 50 anos. Vamos recordar as principais respostas que ele deu nesse programa, referentes a esse assunto.

Pedimos ao leitor que medite bem sobre as palavras do médium, que foram ditas logo depois que a Missão Apolo pisou na Lua pela primeira vez. Tudo indica que a entrevista foi programada pela Espiritualidade Superior, a fim de que ela tivesse também a finalidade de advertência às comunidades terrestres, quanto aos perigos e oportunidades da hora presente.

No trecho que publicamos abaixo, ressaltamos, em negrito, as frases que estão absolutamente de acordo com o que afirmou Geraldinho Lemos. Se quisermos uma era maravilhosa de progresso para a humanidade neste terceiro milênio, temos de lutar por ela e o preço a pagar é o da paz, o do entendimento entre todos os povos.

A seguir, os trechos de Pinga-Fogo:

Aquário, era maravilhosa, terá um preço: a paz

Hele Alves – Eu queria saber agora o seguinte: os espíritas dizem que os renascimentos sucessivos da criatura humana têm por objetivo a sua evolução. Outras correntes espiritualistas, como os teosofistas, os messiânicos, também dizem que nós estamos no limiar de uma era de grande beleza, a era de Aquário, na qual a humanidade será muito feliz. Eu gostaria de perguntar ao senhor o seguinte: se temos mais de uma dezena de séculos de evolução, se estamos no limiar de uma era de encontro da criatura humana consigo própria, como que o senhor explica as violências do mundo atual como a Guerra do Vietnã, a violência da sociedade de consumo? Isso, a nosso ver, não representa uma grande evolução da humanidade.

Chico Xavier – Esses fenômenos todos – diz o nosso Emmanuel que está presente – caracterizam mesmo o período de transformação em que nós nos encontramos. Diz ele: O nosso companheiro materialista dirá: Natureza. Mas para nós, os religiosos, Natureza é sinônimo de manifestação de Deus. Então Deus cria a Natureza, Deus cria a vida, mas o homem, os homens ou as mulheres do planeta, são filhos de Deus e podem modificar a criação de Deus. Nós nos encontramos no limiar de uma era extraordinária, se nos mostrarmos capacitados coletivamente a recebê-la com a dignidade devida. Se os países mais cultos do globo puderem suportar a pressão dos seus próprios problemas, sem entrar em choques destrutivos, como, por exemplo, guerra de extermínio, que deixará consequências imprevisíveis para nós todos no planeta, então veremos uma era extraordinariamente maravilhosa para o homem, porque a própria automação – diz ele – nos está mostrando que vamos ser aliviados ou quase que aposentados do trabalho mais rude no trato com o planeta, para a educação da nossa vida mental, através de informações sobre o Universo com proveito enorme, proveito incalculável para benefício da humanidade. Mas isso terá um preço. Será o preço da paz. Isso se nós pudermos nos suportar uns aos outros, amar uns aos outros, seguindo os preceitos de Jesus, até que essa era prevaleça, provavelmente no próximo milênio, não sabemos se no princípio, se nos meados ou se no fim. O terceiro milênio nos promete maravilhas, mas se o homem, filho e herdeiro de Deus, também se mostrar digno dessas concessões.  

As cidades de vidro e o fim do período bélico  

Saulo Gomes – O Luiz Lopes, que é o nosso companheiro da TV Globo, formula esta pergunta: nossa humanidade assiste neste momento a mais um lance dramático da corrida espacial. “Apolo 15” encaminha-se para a Lua. Acreditam os mestres espirituais de Chico Xavier se ainda em nossa atual civilização o homem poderá entrar em contato com civilizações de outros planetas?
Chico Xavier – Estamos subordinando a resposta ao mesmo critério com que foi estruturada a informação para a nossa estimada entrevistadora que falou sobre a nova era. Se não entrarmos numa guerra de extermínio nos próximos 50 anos, então nós podemos esperar realizações extraordinárias da ciência humana partindo da Lua. Então diz o nosso Emmanuel, que está presente, que quando Cristóvão Colombo perambulava pelas cortes europeias, pedindo socorro para descobrir um caminho mais fácil para as Índias, muita gente considerou o programa dele como absolutamente inútil para a humanidade, que aquilo era uma despesa absolutamente inócua e que iria pesar demasiadamente no orçamento de qualquer povo, até que ele conseguisse o apoio de Fernando e Isabel, os então soberanos de Castela. Mas nós hoje sabemos, depois de quase cinco séculos, qual a importância do feito. Então nós não podemos, também, acusar os nossos irmãos que estão se dirigindo à Lua para pesquisas que devem ser consideradas da máxima importância para o nosso progresso futuro, porque as despesas efetuadas com isso serão naturalmente compensadas, talvez com a tranquilidade para uma sociedade mais pacífica na Terra, porque se não entrarmos, por exemplo, num conflito de proporções imensas, então na Lua é possível que o homem construa as cidades de vidro, as cidades-estufas, onde cientistas possam estabelecer pontos de apoio para observação da nossa Galáxia.

Essas cidades não são sonhos da Ciência, essas cidades, naturalmente com muito sacrifício da humanidade terrestre, podem ser feitas, e provavelmente – vamos dizer – vai se obter azoto e oxigênio e usinas de alumínio e formações de vidro e matéria plástica na própria Lua para a construção desses redutos da ciência terrestre e provavelmente a água fornecida pelo próprio solo lunar. Então, teremos, quem sabe, a possibilidade de entrar em contato com outras comunidades da nossa Galáxia. Então vamos, definitivamente, encerrar o período bélico na evolução dos povos terrestres, porque nós vamos compreender que fazemos parte de uma família universal, que não somos o único mundo criado por Deus. O próprio Jesus, a quem reverenciamos como Nosso Senhor e mestre, disse: “Há muitas moradas na casa de meu pai.” Portanto, nós precisamos prestigiar a paz dos povos, a tranquilidade de todos com o respeito de todos, com a veneração máxima pela Ciência, para que nós possamos auferir esses benefícios num futuro talvez mais próximo do que remoto, se nós fizermos por merecer.

Confira a entrevista do Pinga-Fogo no link

Marlene Nobre é médica ginecologista aposentada, especialista em prevenção do câncer uterino. Trabalhou com Chico Xavier nas seções públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais, entre os anos de 1959 e 1962. Preside também a Associação Médico-Espírita do Brasil e a Associação Médico-Espírita Internacional, é editora responsável pelo jornal Folha Espírita e diretora da Creche Lar do Alvorecer, em Diadema/SP. Além disso, escreveu diversos livros, dentre eles “Lições de Sabedoria - entrevistas do médium Chico Xavier.

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