Sabado, 26 Julho 2014

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Demora em conclusão de obra gera transtorno para motoristas e moradores.

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Por Cloves Ferreira

Calçadas destruídas e valetas abertas ao longo da estrada colocam em risco a vida de pedestres e motoristas que transitam pelo local.

A demora na conclusão de uma obra de recapeamento da Estrada do Morro Grande, que liga os bairros do Morro Grande, Jardim Sandra, Jardim Isis, Santa Rita e Atalaia, vem gerando transtornos a população local. Diversos moradores tiveram suas calçadas destruídas pela empresa responsável pelo recapeamento e colocação de guias na estrada, alem da obstrução de suas garagens, impedindo a entrada e saída de seus veículos por causa do desnivelamento e dos buracos em frente às suas casas.

No que sobrou da calçada obstáculos deixados pela obra - Pedestres são obrigados a andar na pista

Os pedestres correm risco de vida, pois sem calçadas, eles disputam o trajeto na rua junto com os veículos. Já os comerciantes somam os prejuízos acumulados com a queda nas vendas por causa da obstrução na entrada de seus comércios e empresas, alem da poeira criada pela obra que acabam se acumulando em seus produtos e mercadorias.

De acordo com moradores, por causa da demora na conclusão das obras, as partes já realizadas estão se deteriorando e piorando a situação na estrada pela falta de acabamento, causando diversos buracos e relevos que acabam prejudicando os motoristas, que tem de desviar seus veículos para não cair em algum buraco, ocasionando o risco de acidentes, como ocorreu no mês de agosto com um veiculo Voyage que trafegava pela via a noite.

Ele acabou caindo em uma vala aberta para canalização de tubos da rede fluvial da estrada, com cerca de três metros de profundidade. O motorista teve pequenas escoriações e após o registro do fato pela imprensa local o Ministério Publico Estadual decidiu abrir inquérito criminal para investigar os fatos na esfera criminal.Valas abertas para tubulação colocam em risco motoristas

Alguns moradores ainda ficaram sem água

No local uma placa da Secretaria Estadual de Transportes, anuncia um investimento de R$6 milhões para a reforma de aproximadamente 13km de via publica. Os moradores informam que a placa já esta ali há mais de cinco anos e que eles cansaram de mudar o valor anunciado.


Placa da obra - Revoltado: Morador não consegue tirar seu veiculo da garagem

“Estou de saco cheio dessa obra”. Essa foi à frase utilizada pelo metalúrgico José Pereira dos Santos, 52, morador do bairro do Atalaia. Ele está há aproximadamente sete dias sem tirar seu carro da garagem por causa da obstrução da sua calçada e entrada, um transtorno que não é exclusivo. Outros moradores e comerciantes já perderam as contas do prejuízo acarretado pela obra, que aparenta estar em fase final, pelo que foi constatado no local.

Já o comerciante José Mauricio, 48, disse que já se cansou de gastar dinheiro com reparos no veículo causados pela grande quantidade de buracos na estrada.

"Não adianta mais balancear e alinhar o carro, pois a estrada desfaz tudo. Do Lavapés até o Atalaia não terminaram o serviço e o restinho de asfalto que sobrou está sendo destruído", disse.

Para Robson Moura Tadeu, 28, a falta de calçadas e as bocas de lobo abertas no entorno da via, trazem perigo aos pedestres.

"As pessoas não têm por onde passar em segurança. Não há lugar para pedestre", comentou.


Calçadas desniveladas são a maior reclamação dos moradores

Procurada, a Secretaria Estadual de Transportes, responsável pela contratação e fiscalização da obra, não se pronunciou quanto às diversas situações irregulares apontadas na reportagem.

Bocas de lobo abertas e sem sinalização colocam em risco as crianças e pedestres


Calçadas servem de depósitos para sobras da obra

O Ministério Publico através da assessoria de comunicação informou que os moradores podem denunciar qualquer omissão ou irregularidade da obra diretamente no gabinete da promotoria, situado no Fórum da cidade.

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