Fábrica clandestina de roupas é fechada pela fiscalização por poluição do Rio Cotia
- Fau Barbosa
- 26 de ago.
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Ação conjunta entre secretarias, Guardas Ambientais e Polícia Civil, na divisa de Cotia e Embu das Artes, teve início após vereador Alexandre Frota receber denúncias (Divulgação: PMC)
Uma operação conjunta promovida pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente de Cotia, as Guardas Civis Ambientais de Cotia e Embu das Artes e a Polícia Civil culminou na prisão em flagrante de um empresário e no lacre de uma fábrica clandestina de pigmentação de roupas de marcas famosas no Jardim Tomé, na região de divisa entre os municípios.
A fiscalização foi motivada por cinco denúncias recebidas pelo vereador Alexandre Frota falando sobre a alteração na coloração das águas do Rio Cotia, que chegaram a apresentar tons de azul, vermelho e preto. "Fomos atrás de diversas empresas durante cinco dias, até que no sábado achamos a empresa e acionamos a secretaria de Meio Ambiente e as guardas ambientais de Cotia e Embu das Artes e aí a operação se concluiu" disse o vereador à reportagem do Portal Viva.
Durante a inspeção no local, os agentes constataram que a fábrica operava sem licença ambiental e descartava efluentes sem tratamento no curso d’água.
Apesar de o galpão estar situado no território de Embu das Artes, o lançamento dos rejeitos afetava diretamente a bacia do Rio Cotia, o que garantiu a atuação integrada da Guarda Ambiental de Cotia.

Além da interdição do imóvel e da prisão do responsável, foram lavradas duas autuações de R$ 50 mil — totalizando R$ 100 mil em sanções —, sendo uma por contaminação hídrica e outra pelo exercício de atividade não licenciada.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Meio Ambiente de Embu das Artes, onde o homem permaneceu à disposição do Poder Judiciário.



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