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Operação Serpens: Delegada recém-empossada é presa por elo com facção criminosa

Operação Serpens: Delegada recém-empossada é presa por elo com facção criminosa

Investigação da Corregedoria e do MP revela que servidora atuou ilegalmente como advogada de criminoso após assumir cargo em São Paulo; prisão ocorreu nesta sexta-feira (Divulgação: Polícia Civil)


Em uma ação contundente de controle interno, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público (GAECO) deflagraram nesta sexta-feira (16) a Operação Serpens. Delegada recém-empossada é presa por elo com facção criminosa.


Segundo a Polícia Civil, a servidora ainda estava em período de formação na Academia de Polícia e não havia assumido funções operacionais.


A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará, além de mandados de prisão temporária contra a delegada investigada — empossada em dezembro do ano passado em São Paulo — e um integrante de facção criminosa que estava em liberdade condicional.


Relação com o Crime Organizado

As investigações apontam que a delegada, empossada em dezembro de 2025, mantinha vínculos pessoais e profissionais com uma organização criminosa de atuação interestadual. Segundo o Gaeco, a hipótese principal é que ela tenha sido cooptada durante contatos com lideranças em presídios no Pará em um relacionamento amoroso com um dos chefes da facção.

“Não há nenhum indicativo de que a organização criminosa tenha financiado ou atuado desde a formação dela”, informou Carlos Gaya, promotor do Gaeco. “A hipótese é que ela tenha sido cooptada no curso do contato dela com lideranças da organização em presídios no Pará. Isso se aprofundou a partir de um relacionamento amoroso com uma dessas lideranças".


Segundo a Polícia Civil, um dos fatos mais graves apurados é que, mesmo após ter tomado posse como delegada em São Paulo, ela participou de audiências de custódia no Pará atuando como advogada de defesa de um criminoso faccionado, prática estritamente proibida e incompatível com o cargo público.

Essa é uma das provas robustas que já produzem efeito contra ela”, afirmou o delegado João Batista Palma Beolchi, corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo.


"Cortar na Própria Carne"

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, enfatizou o rigor das instituições. "Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne. Assim que a nossa corregedoria identificou que tinha coisa errada, foi feita uma investigação técnica. Não vamos deixar o crime organizado contaminar nossos agentes públicos", afirmou.


A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá (PA). Além da delegada, um integrante da facção que estava em liberdade condicional também foi alvo de mandado de prisão temporária. A Polícia Civil reforçou que possui mecanismos rígidos de controle para impedir a infiltração de criminosos nas forças de segurança.


Próximos Passos

Embora não haja indícios de que a facção tenha financiado a formação da investigada, o Ministério Público e a Corregedoria seguem apurando a extensão da cooptação.


Com o cumprimento dos mandados e as prisões temporárias, as investigações prosseguem sob a condução da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo, com o objetivo de aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos.

“Nosso compromisso institucional e inafastável é, seguramente, pelo aperfeiçoamento do controle interno, da transparência, legalidade e combate feroz e sistêmico contra corrupção”, afirmou o delegado Beolchi.


A servidora agora responde a procedimentos administrativos e criminais, podendo ser exonerada e condenada pelos crimes de organização criminosa e exercício de atividade incompatível com o cargo.


Com informações da SSP/SP



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