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Cotia: Polícia Civil investiga suposto sequestro de vereador


Fau Barbosa

Por volta das 19h40 desta quinta-feira, 29, policiais militares foram acionados para atender ocorrência de um suposto sequestro.

A informação era de que um vereador de Cotia havia sido abordado por dois indivíduos desconhecidos em frente ao seu comitê eleitoral, sendo levado pelos bandidos em seu próprio veículo.


Os policiais foram então informados via Copom, que o sistema de rastreamento do veículo indicava que ele trafegava pela Rodovia Raposo Tavares, sentido capital.

Diante desta informação, os policiais realizaram o cerco por diversas ruas, até que localizaram o veículo na Estrada do Atalaia, em frente ao comitê de campanha do vereador, ou seja, já no mesmo local da suposta abordagem inicial.


No local, os policiais fizeram contato com a vítima, o qual disse que foi tomado de roubo por dois indivíduos, sendo obrigado permanecer no interior de seu veículo, enquanto um dos bandidos assumiu a direção e saiu dirigindo sentido Vargem Grande Paulista.


No trajeto, eles teriam pedido seu telefone celular para realizar transferências bancárias, contudo, a vítima não estava com seu telefone. Diante disto, os bandidos teriam desistido do roubo e o liberaram em Vargem Grande Paulista. A vítima não soube indicar o local.

Assim que foi liberada, a vítima teria novamente assumido a direção do seu veículo e retornado ao comitê de campanha.


Quanto a descrição dos bandidos, disse que um deles era "moreno" e usava blusa escura, não sabendo fornecer mais dados.


Os policiais tentaram encaminhar o vereador até o DP de Cotia, para relatar outros detalhes do ocorrido, contudo, ele não teve interesse em comparecer. A solicitação de perícia Afis foi inviabilizada, uma vez que, além do veículo não ter sido apresentado no plantão policial, o veículo já tinha sido ocupado por diversos outros correligionários da vítima, no comitê de campanha. O local onde teria ocorrido a abordagem inicial também não se encontrava preservado, visto que também foi tomado por populares.


Não foi apresentada qualquer testemunha presencial ou filmagem de sistema de monitoramento que porventura tenha captado a ação criminosa.


Segundo a Polícia Civil, os fatos são graves e demandam investigação criteriosa, com oitiva da vítima que não se fez presente no plantão policial, a identificação de eventuais testemunhas, bem como, a verificação da existência de filmagens que possam ter captado a ação criminosa.


A Polícia Civil segue com as investigações, buscando apurar, de forma cabal, todas as circunstâncias que envolvem o caso.


O caso foi registrado em boletim de ocorrência de natureza "- Roubo (art. 157) - Veículo § 2º, II - há concurso de duas ou mais pessoas § 2ºB - Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo § 2º, V - o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade".

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