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Estado amplia prevenção à violência e acolhimento psicológico no ambiente escolar


Medidas foram anunciadas pelos secretários de Educação, Renato Feder, e de Segurança Pública, Guilherme Derrite


O Governo de São Paulo lançou nesta segunda-feira uma série de medidas para ampliar o acolhimento psicológico e ações de prevenção à violência no ambiente escolar. O anúncio foi feito pelos secretários de Educação, Renato Feder, e de Segurança Pública, Guilherme Derrite, em coletiva à imprensa sobre o caso de ataque à faca na Escola Estadual Thomazia Montoro, na zona Oeste da capital.


A primeira iniciativa é o investimento no programa Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), que existe desde 2019, e será intensificado de forma que 5 mil profissionais fiquem dedicados à aplicação das políticas de prevenção à violência nas unidades. Os novos educadores do programa receberão treinamento para identificar vulnerabilidades de cada unidade, além de colocar em prática ações proativas de segurança.


Atualmente, profissionais de 500 escolas estaduais estão capacitados para implementar as propostas de acolhimento e convívio do Conviva SP. “Vamos ampliar de 500 para 5 mil profissionais do Conviva, para que toda escola tenha um profissional dedicado ao programa”, afirmou o secretário Renato Feder.


A plataforma do Conviva – Placon – utilizadas para o registro de ocorrências nas escolas estaduais será atualizada, de forma que os casos graves sejam facilmente identificados e a equipe central do Conviva possa intervir pontualmente.


Além disso, a Secretaria de Educação também vai retomar o programa Psicólogos na Educação, que oferece suporte psicológico para orientar as equipes escolares e estudantes. De acordo com Feder, está prevista a contratação de 150 mil horas de atendimento presencial nas escolas. O processo está em cotação de preços e a licitação deve ocorrer nas próximas semanas. Também será prestado apoio psicológico aos professores, funcionários e alunos.


Combate a agressores

O secretário Guilherme Derrite (Segurança) informou que os comandantes de área de todo o Estado de São Paulo irão se reunir ainda hoje com diretores escolares para discutir e ampliar estratégias e programas de combate a agressores ativos.


“Por determinação do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Cássio, todos os capitães, comandantes de todas as companhias do Estado de São Paulo, irão procurar os diretores das escolas de suas áreas para discutir e entender como podem potencializar os programas de segurança”, explicou o secretário Derrite.


Além desta medida que irá aproximar os profissionais da Educação e da Segurança a fim ampliar a rede de proteção aos alunos de toda e rede pública estadual de ensino, o Governador Tarcísio de Freitas também estuda contratar policiais da reserva para que eles fiquem de forma permanente nas escolas.


Recesso

O secretário Renato Feder também anunciou que as aulas na Escola Estadual Thomazia Montoro serão suspensas por uma semana. O período será compensado com uma semana do recesso de julho para não atrapalhar o calendário escolar. Também será prestado apoio psicológico aos professores, funcionários e alunos.


Estado de saúde das vítimas do ataque

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a outra professora, vítima do ataque à faca na Escola Estadual, segue internada em observação no Hospital das Clínicas da FMUSP. Ela passou por cirurgia no início da tarde para sutura dos ferimentos e está estável.


Com relação as demais vítimas, dois alunos que foram atendidos no Hospital Bandeirantes já tiveram alta. Outras duas professoras que receberam atendimento no Hospital Universitário da USP (HU) e no São Luiz tiveram ferimentos superficiais e também tiveram alta.


Infelizmente, a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, que havia sido encaminhada em estado grave para o HU, não resistiu e morreu.


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