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Fundação CASA Osasco II tem palestra com autor do livro “Noia”


João Blota conversou com adolescentes em internação com objetivo de motivar mudança de vida

A experiência de quem viveu o submundo das drogas e relatou isso em livro para alertar sobre os impactos que a dependência química causou em sua vida e história familiar. Sob esse viés, o escritor e palestrante João Blota, autor de “Noia – O mundo das drogas visto por outro lado: o de dentro”, conversou com adolescentes que cumprem medida socioeducativa no CASA Osasco II, em Osasco.

A palestra aconteceu nesta sexta-feira (19), às 13h30. Com especialidade em programação neurolinguística, o escritor levou a mensagem sobre a necessidade de foco para a mudança de vida e, assim, superar as adversidades vividas ao longo das histórias individuais.

Uma das metas da equipe de atendimento junto aos adolescentes em internação, durante o cumprimento da medida socioeducativa, é provocar o processo reflexivo desses jovens sobre o ato infracional que praticaram, de forma a mudarem de comportamento no retorno à sociedade.

De acordo com o boletim estatístico diário da Fundação CASA, 46,57% dos 4.793 adolescentes atendidos nesta quinta-feira (18) cumprem medida por tráfico de drogas.

“Mensagens de coragem, resiliência e sabedoria possuem a capacidade de tocar e incentivar algum tipo de mudança nos seres humanos, incluindo os jovens atendidos na Fundação CASA”, acredita o secretário da Justiça e Cidadania e presidente da Fundação CASA, Fernando José da Costa.

Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UODC, na sigla em inglês) aponta que a pandemia da Covid-19 potencializou os riscos de dependência química sobre drogas. Segundo o documento, de 2021, 275 milhões de pessoas no mundo usaram algum tipo de droga no ano anterior, sendo que mais de 36 milhões sofreram algum tipo de transtorno relacionado ao uso de entorpecentes.

Já no Brasil, o 3º Levantamento Nacional sobre Uso de Drogas pela População Brasileira, coordenado em 2019 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou que 3,2% dos 17 mil entrevistados utilizaram algum tipo de droga ilícita nos 12 meses anteriores à realização da pesquisa – e 0,3% dos 30 dias anteriores à entrevista.

O estudo foi feito com pessoas com idades entre 12 e 65 anos. Entre os jovens de 18 a 24 anos, o consumo foi maior, chegando a 7,4% das pessoas entrevistadas nessa faixa.

A maconha é a droga ilícita mais consumida, com 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos confirmaram o uso; seguida da cocaína em pó, utilizada por 3,1% dos entrevistados.


Imagens: Divulgação

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