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FGTS Digital entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de março

Saiba o que muda com o novo sistema.


Nesta sexta-feira (1º), foi lançado pelo Governo Federal o FGTS Digital. O novo sistema, que até o meio de janeiro estava em fase de testes, agora está oficialmente disponibilizado para os empregadores.


O órgão responsável pelo Projeto FGTS Digital é a Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, em nome do Ministério do Trabalho e Emprego, e trabalha junto com representantes da sociedade civil no desenvolvimento da ferramenta, para que seja realmente inovadora e atenda aos anseios dos empregadores.


A Caixa Econômica continua sendo responsável pela administração do dinheiro do fundo. O sistema vai unificar os dados do eSocial, Pix Caixa e Acesso Gov.br, entre outros.


FGTS Digital

O FGTS Digital é um conjunto de sistemas integrados que vai gerenciar os diversos processos relacionados ao cumprimento da obrigação de recolhimento do FGTS. A proposta é promover soluções processuais e tecnológicas que facilitem o cumprimento dessa  obrigação e assegurem que os valores devidos aos trabalhadores sejam efetivamente individualizados em suas contas vinculadas.


 Conheça os principais benefícios a serem alcançados com o FGTS Digital:

  • Eliminar burocracias e custos adicionais;

  • Diminuir os custos operacionais incorridos pelo FGTS;

  • Reduzir as despesas com tarifas pagas à rede arrecadadora do FGTS;

  • Digitalizar serviços (agilizar e automatizar procedimentos);

  • Melhorar os serviços voltados para trabalhador e empregador;

  • Promover a integração de ambientes e facilitar o acesso e gerenciamento de informações;

  • Garantir segurança, integridade e confiabilidade aos dados e informações  armazenados e processados;

  • Diminuir a postergação da arrecadação anual do FGTS;

  • Fornecer informações para direcionamento de ações e tomada de decisões estratégicas;

  • Melhorar  gestão, controle e transparência dos processos;

  • Facilitar a comunicação entre Administrados e Administração;

  • Permitir que os atores relacionados ao recolhimento do FGTS possam ter acesso aos dados e informações necessários para o exercício pleno de suas competências.

Os valores ordinariamente devidos de FGTS serão calculados tomando-se por base as informações prestadas via eSocial e os débitos já virão individualizados desde a origem, utilizando o CPF como um dos elementos essenciais de identificação do trabalhador. Isso dará  maior grau de confiabilidade, segurança e melhor controle do débito e do processo de recolhimento do FGTS.


Algumas facilidades:

  • Emissão de guias rápidas e/ou personalizadas;

  • Consulta de extratos de pagamentos realizados;

  • Individualização dos extratos de pagamento;

  • Verificação de débitos em aberto;

  • Pagamento da multa indenizatória a partir das remunerações devidas de todo o período trabalhado.

O PIX (mecanismo de pagamento instantâneo) foi escolhido como ferramenta de pagamento do FGTS e irá trazer ganhos de confiabilidade, agilidade e facilidade, otimizando o processo de individualização na conta do trabalhador. As guias de pagamentos do FGTS poderão ser emitidas no portal do FGTS Digital ou na própria tela do ambiente web do eSocial.


No FGTS Digital serão criados sistemas próprios para gerenciar, controlar e automatizar os procedimentos de restituição e/ou compensação de valores pagos indevidamente. Isso trará mais facilidade para o empregador efetuar compensação ou recuperação desses valores. Uma melhoria significativa nesse processo.


O desenvolvimento e implementação do Projeto FGTS Digital também vai atender às recentes alterações legislativas trazidas pela Lei nº 13.932, de 11 de dezembro de 2019, que instituiu a obrigação de elaborar folha de pagamento e declarar em sistema de escrituração digital para fins de cumprimento da obrigação de recolhimento do FGTS, criou o lançamento por homologação, conferindo às declarações feitas em sistema de escrituração digital o caráter de confissão de dívida e estabeleceu a necessidade de o Poder Executivo assegurar a prestação de serviços digitais aos trabalhadores e aos empregadores (Art. 17 da Lei 8.036, de 1990).



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