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Ladrão é preso após ser deixado para trás pelos comparsas durante assalto a uma empresa no km 26,5


Indivíduo fugiu a pé, mas foi perseguido e dominado pelos funcionários.


No último sábado, policiais militares foram acionados via Copom para atender ocorrência de roubo a uma empresa no km 26,5. Pela manhã, por volta das 07h30, cerca de sete indivíduos desconhecidos se passaram por funcionários e entraram na empresa. Já em seu interior, portando armas e usando luvas, máscaras e toca, anunciaram o roubo.


Todos os funcionários foram rendidos, colocados no fundo da empresa, e tiveram seus aparelhos celulares subtraídos. Alguns dos funcionários foram obrigados a carregar bobinas e barras de cobre até o pátio da empresa. Durante o carregamento, um dos indivíduos gritou “o rádio cantou” (sic), momento em que os ladrões fugiram do local, carregando apenas as bobinas, pois as barras ainda não estavam no interior de uma van branca que eles utilizaram no roubo.


Pega ladrão

Um dos indivíduos não conseguiu entrar na van a tempo e saiu correndo a pé. Os funcionários saíram atrás dele, o alcançaram e entraram em luta corporal com ele, conseguindo finalmente imobilizá-lo. Ele foi dominado e levado de volta para a empresa.

O indivíduo chegou a ameaçar os funcionários, dizendo que os outros indivíduos retornariam para matá-los.


Na revista pessoal, estavam seu aparelho celular e uma mochila onde estavam alguns dos aparelhos celulares roubados dos funcionários. Quando a Polícia chegou ao local, deu voz de prisão ao indivíduo. Ele foi conduzido até a UPA do Atalaia, onde recebeu atendimento médico em virtude dos ferimentos.


O Roubo

Uma representante da empresa, contou à Polícia que chegou ao local por volta das 6h30 da manhã, quando foi informada pelo porteiro que a empresa responsável pela segurança e monitoramento havia enviado um alerta informando que as câmeras de monitoramento não estavam exibindo imagens.


Ela foi até a cozinha tomar um café e quando retornou ao setor de produção viu um homem de capuz e máscara, o que é proibido pelas normas da empresa. Pensando que era um funcionário, ela mandou que tirasse o capuz, quando outro funcionário que a acompanhava, achando que fosse um amigo tirou a máscara do homem que, neste momento, anunciou se tratar de um roubo. Aproveitando-se de um momento de distração do bandido, a mulher chegou a tentar correr para outro corredor da empresa, contudo acabou sendo rendida por outro ladrão. Os indivíduos a levaram para outro setor, junto aos demais funcionários.


No local os ladrões começaram a roubar bobinas de fios, chamando atenção pelo aparente desconhecimento sobre o que estavam roubando, já que eles estava pegando objetos de menor valor em detrimento de objetos e equipamentos valiosos existentes no local. No meio da ação, os ladrões perceberam a existência de grandes barras de ferro, com mais de seis metros de comprimento e ordenaram que os funcionários se revezassem no transporte dos materiais até as docas. Porém, o veículo utilizado pelos bandidos era uma van, na qual claramente não seria possível o transporte.


Foi quando um dos meliantes avisou aos demais que o roubo já havia “caído no rádio” e imediatamente entraram na van e se evadiram do local. Segundo uma das vítimas, um dos indivíduos, um senhor de mais idade, aparentava não ter dois dedos de uma das mãos (mindinho e anelar).


Após a chegada dos policiais, foi constatado que os cabos de internet haviam sido cortados na área externa da empresa.


O indivíduo foi encaminhado à Delegacia, onde a Autoridade Policial determinou sua prisão em flagrante por "Roubo (art. 157) - Estabelecimento Comercial § 2ºA, I - Se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo; § 2º, V - o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade § 2º, II - há concurso de duas ou mais pessoas Crime Consumado Código Penal - Associação Criminosa (art. 288)". O delegado representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva e também pela quebra do sigilo de dados constantes no celular apreendido em poder do indivíduo. Foi solicitada perícia IC e Afis visando a eventual coleta de impressões digitais dos ladrões.


O indiciado permaneceu hospitalizado sob a escolta da Polícia Militar. Uma equipe de investigadores do 2ª DP da Granja Viana, deu início aos trabalhos investigativos, visando a obtenção de outros elementos informativos que possibilitem a identificação dos demais autores.



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