Polícia Ambiental desencadeia a Operação "Golfier"


O 1º Batalhão de Polícia Ambiental desencadeou neste sábado, 22 de maio de 2021, a Operação “Golfier” com o objetivo de combater o crime de soltura de balões, um mal que coloca em risco principalmente a flora, a fauna, as populações urbanas, os setores produtivos industriais e agrícolas, o setor elétrico e o tráfego aéreo.


No total, 48 policiais militares ambientais divididos em 28 equipes, realizam ações em 14 pontos nos municípios de São Paulo, Campinas, Embu-Guaçu, Guarulhos, Itapevi, Jundiaí, Osasco, Poá, Ribeirão Pires e Suzano.


O nome da Operação faz referência aos irmãos Montgolfier: Joseph-Michel e Jacques-Étienne, inventores franceses, que construíram o primeiro balão tripulado do mundo em 1783.


O locais-alvos da operação foram selecionados por meio de estudo acuado de denúncias que chegam à Polícia Ambiental e contribuam para o combate aos crimes infrações associadas à soltura de balões.


Como primeiros resultados, 8 (oito) pessoas foram autuadas por fabricação e resgate de balões, gerando um montante de R$ 430.000,00 (quatrocentos e trinta mil reais) em multa. Dezoito balões foram apreendidos, além de outros materiais como fogos de artifícios, um maçarico, mais de 1.500 (mil e quinhentas) lanternas e dez bandeiras.

A Polícia Ambiental realiza constantes estudos de perfil infracional da conduta, incluindo os locais, o período, o método, a evolução e seus potenciais efeitos. Tais estudos tem demonstrado uma maior incidência no período de maio a agosto, inclusive influenciado pelos festejos juninos e julinos que estão vinculados à antiga cultura de soltura dos balões; também é o período de estiagem, quando a flora fica mais vulnerável a incêndios. A operação de hoje faz parte da frente de ação da Operação Corta-Fogo que conta com a participação de diversos órgãos públicos estaduais e visa, entre outros, diminuir os focos de incêndio no estado; reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proteger áreas com cobertura vegetal contra incêndios.


A Polícia Ambiental reconhece o trabalho importante da imprensa como contribuinte à prevenção criminal, ao informar e estimular atitudes apropriadas à convivência harmônica e segura para todos. Desse modo, entendemos fundamental divulgar que as condutas de fabricar, vender, transportar e soltar balões são crimes apenados com até três anos de detenção, além de cada infrator receber multa de R$10.000,00 (dez mil reais) por balão.


É importante ressaltar que a soltura de balão se estende de seu lançamento ao ar até sua captura, portanto, aquele que estiver da posse desse material, mesmo que apenas capturando, está sujeito à multa. Além de seus efeitos incendiários, os balões colocam em risco o tráfego aéreo, e sua soltura pode configurar crime de exposição de aeronave ou o tráfego aéreo a perigo, cuja pena varia de dois a cinco anos de detenção.


A segurança pública e a preservação ambiental é dever de todos. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, pelo aplicativo Denúncia Ambiente ou diretamente nas unidades da Polícia Militar Ambiental.


Polícia Militar, a Força Pública de São Paulo.

São Paulo, 22 de maio de 2021.

ENIO ANTONIO DE ALMEIDA

Tenente Coronel PM

Comandante do 1º Batalhão de Polícia Ambiental


Fotos: Polícia Ambiental