Araçariguama: Deic prende o principal articulador de armas do Paraguai para facções brasileiras
- Fau Barbosa
- há 10 minutos
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Foragido desde 2020 por homicídio, líder criminoso utilizava empresa e imóveis no interior e na Grande SP para blindar o esquema
Uma grande operação realizada por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) resultou na prisão de um homem apontado como o principal articulador na compra e distribuição de armas vindas do Paraguai para o crime organizado. O suspeito, considerado uma das lideranças de uma facção criminosa, foi localizado e detido em um sítio situado no município de Araçariguama na quarta-feira (8).
O investigado já era considerado foragido da Justiça desde o ano de 2020, quando recebeu uma condenação de 18 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado.
A estrutura logística e a rota do armamento
As investigações minuciosas, conduzidas pelas equipes da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio (Disccpat), revelaram que o suspeito operava uma rede sofisticada para dar suporte ao crime organizado. Ele mantinha diversos imóveis estratégicos que eram utilizados exclusivamente para o armazenamento de armamentos de grosso calibre trazidos da fronteira.
Além dos depósitos, a Polícia Civil apura o envolvimento direto de uma empresa de intermediações comerciais. A suspeita é de que a pessoa jurídica fosse utilizada como fachada para lavar o dinheiro e operacionalizar a logística financeira do esquema de tráfico internacional.
Do Butantã ao esconderijo no interior
O trabalho de inteligência do Deic identificou que, inicialmente, o líder da facção coordenava as ações criminosas a partir de uma comunidade localizada no bairro do Butantã, na zona oeste da capital paulista. No entanto, com o avanço das apurações e o cerco policial se fechando, os policiais descobriram que ele estava escondido em uma área rural na região de Sorocaba, estabelecendo-se em um sítio em Araçariguama onde acabou surpreendido pelos agentes.

No momento da abordagem policial na propriedade rural, o líder do grupo e o segurança do sítio tentaram esboçar reação. Eles foram flagrados portando pistolas calibres .380 e 9 milímetros, ambas com a numeração raspada, o que resultou em uma nova prisão em flagrante.
Durante a varredura no local, os policiais civis também apreenderam duas motocicletas — uma delas com queixa de furto registrada e a outra com os sinais de identificação totalmente adulterados. O caseiro da propriedade assumiu a responsabilidade pelos veículos e também recebeu voz de prisão.


Além de cumprir a pena de 18 anos que já possuía pelo homicídio, o criminoso agora responderá a novos inquéritos que investigam sua participação em organização criminosa, tráfico internacional e comércio ilegal de armas de fogo, falsidade ideológica e uso de documento falso.



