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Linha 22-Marrom do Metrô avança com aval do Condephaat para ligação com Cotia e Osasco

Linha 22-Marrom do Metrô avança com aval do Condephaat para ligação com Cotia e Osasco

Órgão estadual de patrimônio histórico aprovou estudo de viabilidade do ramal que promete aliviar o trânsito da Rodovia Raposo Tavares (Divulgação: Metrô de SP)


O projeto que promete revolucionar o transporte e a mobilidade da nossa região deu um passo burocrático fundamental. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou, por unanimidade, o Estudo de Viabilidade para a implantação da futura Linha 22-Marrom do Metrô.


Segundo o site Via Trólebus, a decisão, publicada no Diário Oficial do Estado, refere-se à validação do traçado preliminar do novo ramal metroviário. O projeto foi desenhado para conectar diretamente a estação Sumaré (Linha 2-Verde), na capital paulista, aos municípios de Osasco e Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo.


Como o traçado da Linha 22-Marrom do Metrô intercepta perímetros protegidos e áreas históricas da capital — principalmente na região do Butantã —, o aval do órgão estadual era uma das licenças mais aguardadas e complexas desta fase preliminar.


Exigências e cuidados com o patrimônio histórico

Apesar de dar sinal verde para o avanço das diretrizes da linha, o colegiado do Condephaat estabeleceu regras rígidas que a Companhia do Metropolitano de São Paulo deverá cumprir obrigatoriamente antes de colocar as máquinas na pista.


O Metrô terá de apresentar um projeto executivo detalhado sobre o impacto visual e estrutural nas proximidades de bens tombados.


As principais atenções estão voltadas para:

  • Estação Vital Brasil e Subestação Alvarenga: Detalhamento completo da volumetria externa (tamanho e formato dos prédios).

  • Poços de Ventilação e Emergência (VSEs): Cuidados específicos com os poços 1, 5 e 7.

  • Atenção no Butantan: O poço VSE 7 ficará na Praça Professor Jorge Americano, bem em frente à portaria principal do Instituto Butantan. Para este ponto, o órgão determinou que a estrutura seja integralmente enterrada, para não estragar a paisagem histórica da fachada do instituto.


Garantia de segurança nos túneis subterrâneos

A deliberação também obriga a companhia a fornecer laudos geotécnicos minuciosos sobre os trechos subterrâneos que passarão sob as áreas de preservação. O Metrô precisará comprovar, através da profundidade exata dos túneis e dos métodos de escavação, que a vibração do "tatuzão" e das obras não trará nenhum risco de rachadura ou abalo estrutural nos prédios históricos da superfície.


O documento técnico deixa claro que a aprovação do Condephaat é um avanço crucial para o cronograma, mas não isenta o Metrô de correr atrás das demais licenças ambientais e municipais antes do início efetivo das obras na região.


Com informações do Via Trólebus

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