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Perigo no Mar: Correntes de retorno causam 90% dos afogamentos fatais

Perigo no Mar: Correntes de retorno causam 90% dos afogamentos fatais
O álcool reduz a percepção de risco e leva as pessoas a assumir comportamentos perigosos. Foto: Divulgação/Governo de SP

Corpo de Bombeiros revela que a maioria das mortes no litoral ocorre em áreas de refluxo; especialistas alertam para os riscos do álcool e de boias infláveis


O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo divulgou um dado alarmante para quem pretende aproveitar as praias neste início de 2026: nove em cada dez mortes por afogamento são causadas pelas chamadas correntes de retorno. O órgão reforça que o respeito à sinalização de solo e às orientações dos guarda-vidas é a única forma de garantir um banho de mar seguro.


Com o litoral paulista operando sob a Operação Verão Integrada, que conta com um investimento de R$ 55 milhões e o maior efetivo policial da história, o foco das autoridades é a prevenção em áreas de risco, como buracos e trechos de refluxo de ondas.


O que são e como identificar as correntes de retorno?

Consideradas o maior risco para os banhistas, as correntes de retorno são canais onde a água que chega à praia volta para o oceano com força redobrada. Esses pontos costumam ter uma aparência enganosa: a água parece mais calma e sem ondas, o que atrai pessoas para o perigo.


Para evitar acidentes, o Corpo de Bombeiros recomenda a regra de ouro: “Água no umbigo, sinal de perigo”. Ao atingir essa altura, o banhista perde estabilidade e pode ser facilmente arrastado pela correnteza.

Perigo no Mar: Correntes de retorno causam 90% dos afogamentos fatais
O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento preventivo das áreas de risco da praia. Foto: Divulgação/Governo de SP

Álcool e boias: Vilões silenciosos

A Capitão Karoline, porta-voz da corporação, destaca que o consumo de bebidas alcoólicas é um dos principais fatores que levam ao afogamento. O álcool altera a percepção da realidade e aumenta a autoconfiança, fazendo com que o banhista aceite desafios perigosos.


Outro alerta importante é sobre o uso de objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis:

  • Falsa segurança: Transmitem a sensação de que a pessoa está protegida.

  • Arraste: São facilmente levados pelo vento ou correntes para áreas profundas.

  • Estatística: Cerca de um terço das mortes por afogamento no estado começam com o uso desses objetos.


Investimento em Saúde e Segurança

A estrutura montada para receber os 16,7 milhões de turistas inclui R$ 53,9 milhões destinados à saúde municipal e R$ 2 bilhões em saneamento pela Sabesp. Nas estradas e travessias, o efetivo foi reforçado para garantir que o fluxo de visitantes ocorra sem grandes transtornos.


O Coronel Valdecir Nascimento orienta: "O guarda-vidas é o seu melhor amigo na praia. Antes de entrar na água com sua família, peça orientação sobre o local mais seguro."


Com informações da Agência SP

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