Rios Tietê e Pinheiros ganham monitoramento inédito por satélite e inteligência artificial
- Fau Barbosa
- há 22 horas
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Tecnologia de alta resolução vai acompanhar simultaneamente 1 mil quilômetros de rios em SP para identificar esgoto e poluição (Divulgação/Governo de SP)
O Governo do Estado de São Paulo anunciou uma medida tecnológica para intensificar a fiscalização ambiental e a recuperação de seus principais mananciais. A partir de agora, cerca de 1 mil quilômetros do Rio Tietê, além do Rio Pinheiros e dos maiores reservatórios do estado, passam a contar com um sistema de monitoramento por satélite de alta resolução integrado à inteligência artificial.
O acompanhamento em tempo real será gerenciado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A nova ferramenta analisa a superfície da água em blocos detalhados de três metros por três metros. Através da captação da luz absorvida, o satélite consegue rastrear variações na concentração de matéria orgânica (frequentemente associada ao descarte irregular de esgoto) e monitorar a proliferação de algas — a famosa "nata verde" que atinge trechos do Médio e Baixo Tietê.
Todas as imagens são processadas por inteligência artificial e organizadas em mapas geoespaciais dentro de um painel técnico. Esse sistema cruza os dados do espaço com as informações de estações de tratamento de esgoto e empresas licenciadas. Caso seja detectada uma alteração drástica na qualidade da água, um alerta automático é emitido, direcionando equipes de fiscalização e drones para vistorias imediatas em campo.
População pode acompanhar pelo celular
Para garantir a transparência das ações do Programa IntegraTietê, uma versão simplificada desse painel de monitoramento por satélite foi aberta ao público. Os cidadãos podem acompanhar as condições dos rios de forma gratuita pelo aplicativo oficial da Cetesb ou diretamente pelo navegador no endereço eletrônico do projeto (appmonitoratiete.orbty.com.br).
Segundo a diretoria da Cetesb, a inovação não substitui os mais de 550 pontos de coleta física que já existem nos rios paulistas, mas amplia drasticamente a capacidade de resposta do poder público. O cerco eletrônico também ganha o reforço de leis ambientais mais rígidas: o teto para multas por poluição e descarte clandestino de efluentes foi atualizado e agora pode ultrapassar a marca de R$ 10 milhões para casos de grandes despejos industriais ou baixa eficiência em sistemas de tratamento privados.



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