Sabesp inicia obra para interligar Billings e Sistema Alto Tietê aumentando a oferta de água para a Grande SP
- Fau Barbosa
- há 1 dia
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Estrutura permitirá bombear 4.000 l/s de água do Rio Pequeno, na Billings, para a represa Taiaçupeba; vazão equivale ao consumo de 1,9 milhão de pessoas
A Sabesp deu início a uma das obras mais importantes do seu Plano de Segurança Hídrica: a Interligação Billings–Alto Tietê. Com um investimento de R$ 1,4 bilhão, a estrutura permitirá bombear até 4.000 litros de água por segundo do braço Rio Pequeno, na represa Billings (São Bernardo do Campo), diretamente para a represa Taiaçupeba (Suzano), integrante do Sistema Alto Tietê.
A interligação vai reforçar o abastecimento de toda a Grande São Paulo ao oferecer mais água para o Sistema Integrado Metropolitano, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas.
Solução definitiva contra a crise hídrica
Diferente da estrutura emergencial utilizada na crise de 2014/2015, a nova interligação é definitiva. Toda a tubulação — adutoras de aço com diâmetro superior à altura de uma pessoa — será enterrada ao longo de 38,1 quilômetros, reduzindo riscos de vandalismo e falhas. Além disso, o sistema operará com energia elétrica, sendo mais eficiente e sustentável que o modelo anterior a gás.
Com a nova obra, a água do Rio Pequeno poderá alimentar dois sistemas diferentes (Alto Tietê e Rio Grande), conforme a necessidade dos mananciais.
A vazão a ser transferida nesta interligação representa uma pequena fração da capacidade de armazenamento da Represa Billings, mas terá papel relevante no reforço da oferta de água à população. A Sabesp consumiu o mesmo volume proposto para essa transposição, anteriormente em estrutura temporária instalada durante a crise hídrica de 2014/2015. Desta vez, a solução será definitiva, com infraestrutura permanente, podendo ser acionada sempre que necessário, de acordo com critérios técnicos e operacionais.
Para ter uma ideia da capacidade, a Billings, sozinha, armazena mais água do que todas as represas do Sistema Cantareira somadas.
Resiliência diante das mudanças climáticas
A Grande São Paulo enfrenta um desafio histórico: a disponibilidade de água por habitante é comparável a de regiões semiáridas. Com as chuvas cada vez mais irregulares — em 2025, os índices ficaram até 70% abaixo da média —, a integração dos sistemas é vital.
Os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes: chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e demanda elevada agravam a escassez hídrica.
"A Sabesp tem investido cada vez mais em alternativas para a robustez e flexibilidade dos nossos sistemas", afirma Marcel Costa Sanches, diretor da companhia. A meta é que, até 2027, mais de R$ 5 bilhões sejam investidos em obras de resiliência, beneficiando os 22 milhões de habitantes da Região Metropolitana.

Números da Obra:
Investimento: R$ 1,4 bilhão.
Capacidade: 4.000 litros por segundo (abastece 1,9 milhão de pessoas).
Extensão: 38,1 km de adutoras enterradas.
Cidades percorridas: São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Suzano e Mogi das Cruzes.



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