SP Mulher Segura: Saiba como o aplicativo com 'botão de pânico' protege mulheres contra a violência
- Fau Barbosa
- há 2 horas
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Ferramenta integra georreferenciamento de agressores com tornozeleira e permite registro de Boletim de Ocorrência online 24 horas
A rede de proteção à mulher no Estado de São Paulo ganhou um reforço tecnológico indispensável. O aplicativo SP Mulher Segura consolidou-se como uma ferramenta estratégica para agilizar o socorro policial e oferecer acolhimento às vítimas de violência.
Desde seu lançamento, a plataforma já registrou mais de 5 mil acionamentos de emergência, provando ser um canal direto e eficiente para quem está em risco.
O funcionamento do 'Botão do Pânico'
O recurso mais crítico do app é o botão do pânico, disponível para mulheres que possuem medida protetiva concedida pela Justiça. Ao ser acionado, o sistema envia a localização exata da vítima para a Polícia Militar.
Um dos diferenciais é a integração com o sistema de monitoramento: se o agressor utiliza tornozeleira eletrônica, o sistema cruza os dados e, caso seja detectada uma aproximação indevida, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) despacha uma viatura imediatamente, antes mesmo que o contato ocorra.
Facilidade no registro de BO e suporte online
Para combater a subnotificação, o aplicativo permite o registro de Boletins de Ocorrência (BOs) online, 24 horas por dia. Isso evita que a mulher precise se deslocar até uma delegacia física em um momento de vulnerabilidade.
Além disso, a ferramenta oferece:
Cabine Lilás: Atendimento exclusivo da PM via 190 com orientações de policiais femininas.
DDM Online: Acesso à Delegacia de Defesa da Mulher virtual a qualquer hora.
Rede de Apoio: Links diretos para Defensoria Pública, Ministério Público e auxílio-aluguel para vítimas de violência doméstica.

Onde buscar ajuda presencial?
Atualmente, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) físicas. Na nossa região, as vítimas podem procurar a DDM de Cotia ou as salas de atendimento especializado em delegacias de plantão.
O movimento SP Por Todas reforça que a autonomia financeira e o acolhimento psicológico são os próximos passos para que essas mulheres recomecem suas vidas com segurança.



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