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SP investiga caso suspeito de vírus Ebola e isola paciente na capital

SP investiga caso suspeito de vírus Ebola e isola paciente na capital

Homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo está internado no Instituto Emílio Ribas e segue protocolos de segurança (Foto: Pablo Jacob/Governo de SP)


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o início de uma investigação epidemiológica para monitorar um caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola na capital paulista. O paciente, um homem de 37 anos que desembarcou recentemente da República Democrática do Congo — país africano que enfrenta um surto ativo da doença —, apresentou quadro febril e preencheu os critérios protocolares de rastreio de vigilância.


Seguindo rigorosamente as normas internacionais de biossegurança, o paciente foi colocado em isolamento total no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade que é referência estadual para o manejo de patologias de alto risco. Até o momento, não há qualquer confirmação laboratorial para a doença, e os exames de diagnóstico diferencial estão sendo conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz.


Apesar do alerta e da mobilização das equipes de saúde, a avaliação técnica das autoridades estaduais e nacionais é categórica: o risco de introdução e disseminação do vírus Ebola no Brasil e em toda a América do Sul permanece classificado como muito baixo.


Por que o risco no Brasil é considerado muito baixo?

A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) aponta fatores estruturais e biológicos que tranquilizam o cenário nacional diante deste caso isolado em investigação:

  • Forma de transmissão: O vírus não é transmitido pelo ar. O contágio exige o contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas que já estejam manifestando os sintomas;

  • Fase assintomática segura: Uma pessoa infectada que ainda não apresenta sintomas (período de incubação) não tem a capacidade de transmitir o vírus para terceiros;

  • Logística aérea: Não existem linhas de voos diretos operando entre a região afetada pelo surto na África Central e o continente sul-americano;

  • Histórico favorável: Nunca houve registro de transmissão autóctone (originada dentro do próprio território) da doença na América do Sul. Em 2014, o próprio Emílio Ribas isolou três casos suspeitos que foram totalmente descartados após exames.


Entenda o surto atual e os sintomas monitorados

Recentemente, o estado de São Paulo havia atualizado suas notas informativas internas para orientar a rede hospitalar devido a um surto em curso no Congo provocado pela cepa Bundibugyo. Diferente da linhagem tradicional Zaire, esta variante específica ainda não possui vacinas ou terapias antivirais com eficácia comprovada no mercado, o que exige atenção redobrada no isolamento preventivo.


A doença costuma ter um início súbito e agressivo após o período de incubação (que varia de 2 a 21 dias). Os principais sintomas que servem de alerta para quem viajou para a região afetada nos últimos 21 dias são:

  • Febre alta e dor de cabeça intensa;

  • Dores musculares generalizadas e fadiga extrema;

  • Náuseas, vômitos e diarreia persistente;

  • Dor abdominal severa.


Em casos graves e sem suporte médico adequado, a infecção pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choques circulatórios e falência de múltiplos órgãos. A orientação da Secretaria de Saúde é que qualquer serviço médico que identifique um paciente febril com histórico recente de viagem à República Democrática do Congo faça a notificação compulsória imediata às autoridades de vigilância.


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